Uma família abriu uma campanha solidária para custear o tratamento contínuo da pequena Valentina, que nasceu com apenas 28 semanas de gestação e passou quase cinco meses internada em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Segundo informações divulgadas pelo portal TNH1, a criança enfrenta os desafios comuns à prematuridade extrema mesmo depois de ter recebido alta hospitalar.
Durante a internação, Valentina passou por infecções, intercorrências e uma série de procedimentos médicos indispensáveis para sua sobrevivência. Bebês prematuros extremos podem permanecer internados por três ou quatro meses para crescer e se desenvolver. No caso dela, a estadia se estendeu por quase cinco meses.
De acordo com os familiares, a menina segue em acompanhamento especializado e necessita de consultas regulares com pediatra, pneumologista e cardiologista, além de exames periódicos. O cuidado também inclui fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional — rotina frequente entre crianças que passaram pela UTI neonatal. Como o bebê não completa o desenvolvimento na etapa gestacional, pode ter complicações para respirar, regular a própria temperatura e se alimentar, o que requer cuidados especiais, na maioria das vezes na unidade de terapia intensiva neonatal.
Além do acompanhamento clínico, Valentina foi diagnosticada com alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e apresenta dismotilidade intestinal. As fórmulas especiais não são um luxo, mas uma necessidade médica, e o impacto financeiro para as famílias pode ser considerável, especialmente porque as fórmulas podem ser muito caras e a necessidade de utilizá-las pode se estender por vários meses ou até anos.
Segundo a família, já foram iniciados os processos para obter a fórmula alimentar pelo Sistema Único de Saúde. A Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990) estabelece que o SUS deve garantir a assistência terapêutica integral, incluindo a oferta de medicamentos e fórmulas especiais necessárias para o tratamento de diversas condições de saúde, como a APLV. Ainda assim, a demanda aguarda conclusão, e enquanto isso as despesas recaem sobre a família.
Para não interromper os cuidados da filha, a mãe lançou uma campanha de arrecadação. As doações podem ser feitas por Pix, com a seguinte chave: CPF 105.603.314-28, em nome de Ingrid Tavares da Silva. Segundo a família, toda contribuição, independente do valor, ajuda a garantir que Valentina continue recebendo os cuidados necessários para seu desenvolvimento.
No Brasil, em 2022, foram registrados mais de 292 mil nascimentos prematuros, o que representa cerca de 11% do total de nascimentos no país — um número que esconde centenas de histórias como a de Valentina, em que a alta hospitalar não significa o fim das dificuldades, mas o começo de uma nova etapa de luta.







