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Saúde

Idosa diz que saiu de UPA de Salvador sem diagnóstico de AVC e que poderia ter morrido: "Graças a Deus estou viva"

Ana Cláudia Moura relatou que chegou à UPA de Paripe com fala embolada e dormência no corpo, foi dispensada sem tratamento e só recebeu o diagnóstico correto no Hospital do Subúrbio.

Redação ChicoSabeTudo
16 de julho, 2026 · 06:30 2 min de leitura
Fachada de Unidade de Pronto Atendimento UPA em Salvador, Bahia
Fachada de Unidade de Pronto Atendimento UPA em Salvador, Bahia

Uma idosa afirmou que saiu da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, sem receber diagnóstico de AVC — mesmo depois de chegar à unidade com sintomas clássicos do problema. O relato de Ana Cláudia Moura foi dado em entrevista ao programa Giro Baiana, transmitido pela Baiana FM e pela BNews TV, na última quarta-feira (15).

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Segundo a paciente, ela procurou atendimento na UPA de Paripe em janeiro deste ano, no dia 22, após apresentar fala embolada e dormência no lado esquerdo do corpo. São exatamente esses os sinais que protocolos médicos associam ao AVC — condição em que o tempo de atendimento é determinante para sobrevivência e sequelas.

Ana Cláudia relatou que a médica que a atendeu informou que os sintomas não configuravam um caso de AVC e sugeriu que ela buscasse outra unidade de saúde. "A médica perguntou se eu tinha como ir para outro hospital, porque eles aqui não tava dando como se fosse AVC", contou a idosa na entrevista.

Por conta própria, a paciente se dirigiu ao Hospital do Subúrbio, onde o diagnóstico de AVC foi confirmado e ela recebeu medicação de imediato. "Chegou lá, deu AVC. Tomei 26 comprimidos imediatamente", lembrou.

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Ao refletir sobre o que poderia ter acontecido caso tivesse permanecido na UPA ou não buscado atendimento em outro lugar, Ana Cláudia foi direta: "Se eu estou viva hoje aqui, foi, graças a Deus, o Hospital do Subúrbio que me atendeu. Eu poderia estar morta hoje, mas graças a Deus estou viva".

A paciente também estendeu a crítica ao atendimento de saúde na região como um todo, afirmando que casos semelhantes são frequentes no Subúrbio Ferroviário. "Isso é um descaso. Como fui eu, tem muitos casos aqui acontecendo", disse, citando ainda a morte da mãe de um vizinho que ela atribui a negligência médica.

A denúncia de Ana Cláudia não é o primeiro relato de falha no atendimento envolvendo a UPA de Paripe. Mais um caso de falha no atendimento em UPAs de Salvador havia vindo à tona em março de 2025, quando um vídeo nas redes sociais mostrou um homem indignado ao ver a amiga passar mal sem receber suporte da equipe médica na mesma unidade do Subúrbio Ferroviário.

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Vale lembrar que as UPAs 24h são estabelecimentos de saúde voltados para o atendimento a urgências e emergências de baixa e média complexidade, incluindo expressamente o Acidente Vascular Cerebral. Ou seja, o AVC está entre as condições que a unidade deveria ser capaz de identificar e estabilizar.

A reportagem do portal BNews questionou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) sobre o caso e aguarda posicionamento. Segundo informações divulgadas pela fonte, a UPA de Paripe é administrada pelo IGH (Instituto de Gestão e Humanização), organização social responsável pela gestão administrativa, operacional e médica da unidade, sob regulação e fiscalização da SMS.

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