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Saúde

Médico baiano aponta benefícios da tadalafila para mulheres, mas especialistas pedem cautela

Em participação na rádio Baiana FM, Gabriel Almeida citou estudos que associam o medicamento à melhora da lubrificação e do orgasmo feminino; porém, Anvisa não aprova o uso para mulheres.

Redação ChicoSabeTudo
10 de julho, 2026 · 20:07 2 min de leitura
Comprimidos de medicamento sobre superfície branca, representando o debate sobre o uso da tadalafila por mulheres
Comprimidos de medicamento sobre superfície branca, representando o debate sobre o uso da tadalafila por mulheres

O médico, escritor e palestrante baiano Gabriel Almeida esteve no programa Se Liga Bocão, da rádio Baiana FM (89.3), na última quinta-feira (9), e abordou um tema que tem gerado cada vez mais interesse entre o público feminino: o uso da tadalafila por mulheres. Segundo ele, estudos apontam benefícios do medicamento na excitação, no orgasmo e na lubrificação vaginal.

A tadalafila é um medicamento que age como vasodilatador — ou seja, aumenta o fluxo de sangue em determinadas regiões do corpo. Originalmente desenvolvida para tratar a disfunção erétil e a hipertensão pulmonar em homens, a substância também tem sido estudada para possíveis benefícios em mulheres. O médico destacou ainda que o remédio está disponível nas farmácias e pode ser encontrado como Cialis 5mg.

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Na fala ao programa, Gabriel Almeida mencionou pesquisas que indicariam melhora em aspectos da saúde sexual feminina. Segundo informações divulgadas pelo BNews, o médico destacou que há estudos inclusive relacionando o uso da tadalafila à melhora de marcadores de função hepática — embora sem entrar em detalhes sobre a metodologia dessas pesquisas.

O interesse das mulheres pelo medicamento não é novidade. Nos últimos meses, milhares de mulheres têm buscado informações sobre o uso da tadalafila, questionando sobre seus efeitos no corpo feminino. O medicamento, que gera menos efeitos colaterais durante o uso, tem sido apontado como substituto ao Viagra em algumas situações.

No entanto, o entusiasmo precisa ser temperado com cautela. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não aprova a indicação da tadalafila para o tratamento de nenhuma condição feminina, incluindo a disfunção sexual. Não há nenhuma indicação oficial para o uso feminino, e as evidências científicas sobre seus efeitos ainda são limitadas.

Alguns médicos relatam que mulheres têm notado melhora na lubrificação vaginal e na sensibilidade genital devido à vasodilatação promovida pelo medicamento. Embora alguns estudos tenham observado aumento no fluxo sanguíneo genital, isso não se traduziu consistentemente em melhora subjetiva do desejo, da excitação ou da satisfação sexual.

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O medicamento pode ser prescrito para mulheres em situações específicas, como em alguns casos de disfunção sexual feminina, sempre com orientação médica. Especialmente quando a disfunção sexual não está associada a doenças específicas, os tratamentos mais indicados normalmente envolvem medidas como psicoterapia, mudanças no estilo de vida ou fisioterapia pélvica.

O uso indiscriminado expõe a mulher a efeitos colaterais descritos na bula do remédio e até a reações desconhecidas, pois não há estudos científicos adequados para o público feminino. Mais raramente, podem ocorrer falta de ar, dor no peito, coração acelerado e até eventos graves como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita. A orientação unânime entre especialistas é que qualquer uso só deve acontecer com prescrição e acompanhamento médico.

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