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Saúde

Médico baiano avisa: adoçante desequilibra bactérias do intestino e pode fazer você comer mais

O cirurgião Gabriel Almeida, especialista em emagrecimento com mais de 34 mil pacientes atendidos, explicou em entrevista de rádio como o consumo frequente de adoçantes interfere nos hormônios que controlam a fome.

Redação ChicoSabeTudo
10 de julho, 2026 · 12:35 2 min de leitura
Pessoa adicionando adoçante em bebida, representando hábito alimentar cotidiano
Pessoa adicionando adoçante em bebida, representando hábito alimentar cotidiano

O médico baiano Gabriel Almeida, cirurgião geral e especialista em emagrecimento e hipertrofia, emitiu um alerta nesta semana sobre o consumo frequente de adoçantes artificiais: longe de serem aliados da dieta, essas substâncias podem bagunçar as bactérias do intestino e, com isso, aumentar a fome ao longo do tempo.

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A declaração foi feita durante participação no programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3), na quinta-feira (9). Almeida é registrado no CRM-BA e já atendeu mais de 34 mil pacientes em seu Núcleo, além de atuar como formador de outros médicos em protocolos de medicina baseada em evidência.

O médico deixou claro que a associação entre adoçantes e câncer — tema recorrente nas redes sociais — não tem respaldo científico sólido. O problema real, segundo ele, está em outro lugar: o impacto dessas substâncias sobre a microbiota intestinal, o conjunto de microrganismos que habitam o intestino e desempenham papel central no metabolismo.

A explicação técnica é direta. As bactérias intestinais participam da produção de hormônios que promovem a saciedade — mecanismos semelhantes aos ativados por alguns medicamentos usados no tratamento da obesidade. Quando os adoçantes alteram o equilíbrio dessa microbiota, a produção desses hormônios cai, e a pessoa passa a sentir mais fome. Esse efeito não aparece na primeira latinha de refrigerante zero, mas se acumula com o hábito.

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Para ilustrar o raciocínio, Almeida usou um cenário cotidiano: alguém que pede um hambúrguer grande acompanhado de refrigerante zero achando que está fazendo uma escolha mais saudável. Com a repetição desse hábito, as bactérias intestinais vão sendo alteradas pelos adoçantes, o apetite aumenta progressivamente e, no fim, a pessoa que comia um hambúrguer passa a comer dois. O resultado é ganho de peso — o oposto do que buscava.

Esse cenário tem respaldo em pesquisas científicas. Revisões publicadas em revistas especializadas apontam que adoçantes artificiais como sucralose e aspartame podem provocar desequilíbrios na composição das bactérias intestinais e gerar distúrbios metabólicos. Aditivos presentes em alimentos industrializados, incluindo adoçantes artificiais, podem aumentar a permeabilidade intestinal, afetando sistemas hormonais e neurológicos relacionados ao controle da fome e da saciedade.

Estudos sugerem que os adoçantes artificiais podem alterar os processos metabólicos de maneiras imprevisíveis, afetando os hormônios da fome e levando ao aumento do apetite e ao ganho de peso ao longo do tempo. Esse é exatamente o mecanismo descrito por Almeida na entrevista.

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Ao encerrar a conversa, o médico deixou duas recomendações práticas para quem busca uma rotina alimentar mais saudável: pular o jantar e adotar a dieta mediterrânea como base alimentar. A mensagem central, porém, foi sobre consciência: trocas alimentares que parecem inteligentes no curto prazo podem cobrar um preço silencioso no metabolismo com o passar dos meses.

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