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Saúde

Após 40 dias internada e amputação da perna, universitária recebe alta com sorriso e ainda precisa de prótese

Marcela Vitória, de 19 anos, deixou o Hospital da Restauração no Recife no último sábado; família mantém campanha para custear reabilitação e compra do equipamento.

Redação ChicoSabeTudo
12 de julho, 2026 · 17:08 2 min de leitura
Marcela Vitória sorrindo ao receber alta do Hospital da Restauração no Recife após ataque de tubarão
Marcela Vitória sorrindo ao receber alta do Hospital da Restauração no Recife após ataque de tubarão

A estudante de Direito Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, deixou o Hospital da Restauração, no Recife, na tarde do último sábado (11), sorridente e rodeada por amigos e familiares. Ela teve a perna direita amputada após um ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e ficou internada por mais de um mês.

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A jovem estava internada desde o dia 1º de junho no Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, na área central do Recife. Marcela Vitória foi atacada por um tubarão-tigre na tarde daquele dia e, inicialmente, foi encaminhada ao Hospital Alfa, em Boa Viagem, antes de ser transferida para o Hospital da Restauração.

Segundo o diretor-geral do Hospital da Restauração, a jovem chegou à unidade com amputação no nível da coxa, em estado grave e intubada, sendo levada diretamente para o bloco cirúrgico. Durante a internação, ela passou por cirurgias e por um processo de reabilitação.

O primo Jonas André, que estava com Marcela na praia no dia do ataque, é chamado de herói pela jovem por ter sido responsável por retirá-la do mar. Segundo relatos, ele percebeu que a jovem já havia perdido o membro inferior quando a retirou da água. Segundo Jonas, o primeiro dia de Marcela em casa tem sido de adaptação e repouso.

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Além da recuperação física, Marcela revelou que uma das primeiras preocupações ao despertar na UTI foi a continuidade dos estudos. "Quando eu acordei na UTI, a primeira coisa que perguntei foi sobre a faculdade, se eu ia conseguir continuar. Espero que, num futuro próximo, eu consiga retornar e ter minha vida normalmente, como era antes", disse ela.

Para dar continuidade ao tratamento, familiares e amigos criaram uma vaquinha virtual com o objetivo de arrecadar recursos para a compra de uma prótese e para custear as despesas da reabilitação. Além da aquisição da prótese, os recursos arrecadados serão destinados a medicamentos, sessões de fisioterapia, acompanhamento psicológico, transporte para consultas médicas e adaptações necessárias para a nova realidade da estudante.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a estudante explicou que a prótese será indispensável para reconstruir a rotina interrompida pelo acidente, permitindo retomar os estudos, o trabalho e outras atividades que fazia antes do ataque.

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Na última segunda-feira (6), outra vítima de ataque de tubarão também recebeu alta hospitalar. João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, foi atacado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no dia 31 de maio — um dia antes do incidente com Marcela. O menino teve a perna esquerda amputada e estava internado em um hospital particular.

Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o ataque sofrido por Marcela foi o 84º registrado no litoral pernambucano desde o início da série histórica, em 1992, e o 25º caso contabilizado em Boa Viagem, praia que concentra o maior número de ocorrências no estado. Antes desse episódio, o último ataque registrado no local havia ocorrido em 2013.

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