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Saúde

Mãe pede socorro: bebê de 4 meses tem via respiratória 80% bloqueada e aguarda vaga de transferência há uma semana

Ana Júlia, de Juazeiro (BA), foi diagnosticada com estenose subglótica grave após internação e entubação; família espera por broncoscopia em Recife, Salvador ou Feira de Santana.

Redação ChicoSabeTudo
12 de julho, 2026 · 16:56 2 min de leitura
Bebê internada em hospital aguardando transferência para procedimento especializado
Bebê internada em hospital aguardando transferência para procedimento especializado

A mãe da bebê Ana Júlia Nunes de Souza, de apenas 4 meses, está em desespero. Luana dos Santos Nunes pede ajuda para conseguir uma vaga de transferência urgente para um hospital especializado — em Recife, Salvador ou Feira de Santana — onde a filha possa realizar um procedimento que pode salvar sua vida.

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De acordo com informações divulgadas pelo Blog do Didi Galvão, a história começou quando Ana Júlia precisou ser internada e entubada por complicações de saúde. Ela foi atendida inicialmente no Hospital Dom Malan e, por falta de vagas, transferida para Ouricuri, onde permaneceu cerca de dez dias entubada.

Após receber alta, a bebê continuou apresentando dificuldades respiratórias. A família procurou novamente atendimento médico, desta vez no Hospital Regional de Juazeiro, na Bahia. Foi lá que um médico otorrinolaringologista identificou o problema: estenose subglótica, uma condição que provoca o estreitamento da via respiratória logo abaixo das cordas vocais.

O quadro é grave. Segundo o diagnóstico, a via respiratória de Ana Júlia está aproximadamente 80% obstruída. A estenose subglótica é um estreitamento da parte interna da laringe que gera quase sempre barulho ao respirar e algum grau de falta de ar. A condição está diretamente relacionada ao tempo de intubação do paciente, ao tamanho do tubo utilizado e a fatores intrínsecos de cicatrização de cada criança.

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Para saber a real extensão do dano e definir o tratamento, Ana Júlia precisa realizar uma broncoscopia. A broncoscopia é um exame endoscópico que tem como objetivo diagnosticar e, eventualmente, tratar as alterações das vias aéreas, sendo uma de suas principais indicações na população pediátrica exatamente a avaliação e a dilatação da estenose subglótica. Dependendo do resultado, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

De forma geral, a estenose subglótica é tratada por meio de dilatações endoscópicas seriadas, mas muitas vezes evolui para cirurgias de reconstrução da via aérea e até mesmo traqueostomias. Quanto mais rápido o diagnóstico endoscópico for feito, melhores são as chances de tratamento menos invasivo — especialmente em bebês pequenos, como Ana Júlia.

Segundo a mãe, a criança está regulada desde o dia 5 de julho, aguardando a definição de uma vaga, mas até o momento nada foi resolvido. O risco de piora é real. "Ela não pode chorar muito nem fazer esforço, porque corre o risco de precisar ser entubada novamente", relatou Luana, conforme divulgado pela fonte.

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A família espera que a divulgação do caso ajude a agilizar o processo de transferência. Sem o procedimento especializado, a situação da bebê pode se agravar rapidamente — e o tempo, nesse caso, é um fator determinante.

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