O governador Jerônimo Rodrigues voltou ao centro do debate político neste domingo, 14, ao participar da 12ª plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026 – Encontros para o Futuro), realizada em Itapetinga, no Médio Sudoeste da Bahia. No discurso, ele foi direto: o interior baiano passou décadas propositalmente esquecido pelo poder público, e romper com essa lógica é o que seu governo se propõe a fazer.
"Governar para o sul, para o sudeste, mas esquecer o interior foi uma prática que marcou a história da Bahia. Ficamos, durante séculos, esquecidos. Não foi à toa; foi intencional deixar o povo pobre", afirmou o governador, segundo a fonte original. Para ele, garantir direitos onde as pessoas de fato vivem é o objetivo central da gestão.
O encontro aconteceu no Itapetinga Tênis Clube (ITC), com casa cheia. Além de Jerônimo, estiveram presentes o vice-governador Geraldo Júnior, o senador Jaques Wagner e o ex-governador Rui Costa, em mais uma etapa do PGP 2026, iniciativa voltada à escuta territorial e à formulação de propostas para o próximo ciclo de planejamento do estado. A programação reuniu gestores, parlamentares, movimentos sociais e moradores da região.
No balanço apresentado, os números chamam atenção. Entre 2023 e março de 2026, o Território Médio Sudoeste recebeu R$ 494,6 milhões em investimentos em áreas como infraestrutura, educação, saúde, desenvolvimento rural e abastecimento de água, segundo dados divulgados pelo governo estadual durante o evento.
Antes de subir ao palco da plenária, Jerônimo fez uma parada técnica estratégica: visitou o canteiro de obras do novo complexo regional de saúde de Itapetinga. O Hospital Regional, com investimento aproximado de R$ 120 milhões, será referência para 12 municípios da região e tem como objetivo reduzir deslocamentos de pacientes para centros maiores. No mesmo terreno, está sendo implantada a Policlínica Regional de Saúde de Itapetinga, fruto de parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal com financiamento do Novo PAC, com investimento de R$ 25 milhões e estrutura com 25 consultórios especializados, com capacidade para até 9,7 mil atendimentos mensais.
A plenária serviu também como espaço de escuta. O governador convidou os presentes a formalizarem as demandas regionais: estradas, universidades, barragens, habitação e equipamentos produtivos. Segundo ele, o PGP existe para que o povo aponte os próximos passos.
Lideranças sociais também fizeram uso da palavra. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Azaleia, James Alves, destacou que o modelo atual inverte a lógica política tradicional, com decisões construídas "de baixo para cima". Já o jovem Carlos Henrique Sacramento Santana, graduando em Direito e diretor de Combate ao Racismo da ABES, emocionou a plateia ao relatar como as políticas públicas transformaram sua trajetória no interior da Bahia.
O PGP 2026 tem como eixo central a realização de encontros nos 27 territórios de identidade da Bahia, com foco na escuta de demandas locais e na formulação de propostas para o planejamento estadual dos próximos anos. As sugestões coletadas no Médio Sudoeste serão sistematizadas e incorporadas ao plano de governo oficial, dando continuidade à série de encontros que percorre o estado.







