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Saúde

Laudo aponta abscesso cerebral e indícios de meningite como causa da morte de interno do Aprisco, em SAJ

Coordenador do DPT, Dr. Ricardo Nery, informou que a necropsia não encontrou sinais de violência no corpo; material do líquor foi encaminhado ao Lacen para identificar a bactéria.

Redação ChicoSabeTudo
31 de julho, 2026 · 00:10 2 min de leitura
Fachada do Departamento de Polícia Técnica de Santo Antônio de Jesus, Bahia
Fachada do Departamento de Polícia Técnica de Santo Antônio de Jesus, Bahia

O resultado da necropsia realizada no homem que morreu internado no Centro de Recuperação Aprisco, em Santo Antônio de Jesus, trouxe novos elementos ao caso que repercutiu no Recôncavo Baiano. Segundo informações divulgadas pelo coordenador do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Dr. Ricardo Nery, em entrevista à Rádio Recôncavo FM, o exame identificou um quadro compatível com meningite bacteriana, após a constatação de um abscesso cerebral extenso.

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A vítima é Sivaldo Rebouças Ribeiro, de 47 anos. Sivaldo morreu na manhã de quarta-feira (29), após permanecer internado por quatro dias no Aprisco, instituição voltada ao acolhimento e tratamento de pessoas em processo de recuperação da dependência química.

De acordo com o laudo, durante o exame interno foi identificada grande quantidade de pus ocupando o espaço cerebral, caracterizando um abscesso cerebral extenso, com aspecto sugestivo de meningite bacteriana. Conforme informações da fonte original, o coordenador do DPT explicou que, apesar de os resultados laboratoriais ainda não estarem disponíveis, "a substância purulenta encontrada, revestindo a região da meninge, apresentou características suficientes para indicar os indícios de meningite".

Para confirmar o tipo de bactéria envolvida, foi coletado material do líquor, que será analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), segundo informações divulgadas pela fonte original. Na conclusão do documento pericial, o médico-legista afirma que a causa da morte foi o abscesso cerebral, e o laudo registra como meio biológico a causa do óbito.

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Sobre possíveis marcas no corpo, o perito foi cauteloso. O exame descreveu a presença de equimoses na região frontal direita e ao redor do olho direito, além de escoriações nas costas, mas o laudo não aponta que essas lesões tenham sido a causa da morte. Segundo informações divulgadas pela fonte original, Ricardo Nery sinalizou que as marcas poderiam estar relacionadas a um processo convulsivo, com escoriações leves — e que qualquer investigação sobre um possível acidente de trânsito anteriores à morte cabe à Polícia Civil, não à perícia.

De acordo com informações da família, Sivaldo era dependente químico, estava afastado do convívio familiar e permaneceu desaparecido por alguns dias. Quando retornou para casa, apresentava diversas escoriações pelo corpo e não conseguia falar nem andar. Sem saber como ele havia sido agredido, os familiares o encaminharam para atendimento hospitalar.

Após receber os primeiros cuidados médicos em outra unidade de saúde, Sivaldo foi transferido para o Centro de Recuperação Aprisco, onde já chegou em estado debilitado, sem conseguir andar e sem falar. Na terça-feira (28), ele conseguiu informar seu nome, idade e endereço, mas seu quadro de saúde voltou a se agravar, evoluindo para óbito na manhã seguinte.

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O laudo foi assinado pelo perito médico-legista Kleber Araújo Tunes Teixeira e emitido em Santo Antônio de Jesus na data de 29 de julho de 2026. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias que antecederam o estado de saúde em que a vítima chegou à unidade de recuperação, para esclarecer a origem das lesões identificadas e a evolução do quadro clínico que resultou no óbito.

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