A campanha Setembro Verde, voltada à conscientização sobre o câncer colorretal, projeta 590 novos diagnósticos da doença em Salvador em 2026. Para a Bahia, a estimativa é de 2.170 casos no mesmo ano. Os números constam de levantamento divulgado pelo Portal PA, que cita como base a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) (F1.b, F1.c).
Em nível nacional, o INCA projeta 53.810 novos casos de câncer de cólon e reto. Segundo o instituto, esse volume representa a estimativa anual válida para todo o triênio de 2026 a 2028, e não um número exclusivo de 2026 (F2.a). O tipo de câncer ocupa a terceira posição entre os mais frequentes no país, sem contar tumores de pele não melanoma (F2.c).
O câncer colorretal atinge o cólon e o reto, partes do intestino grosso (F1.f, F2.d). De acordo com o INCA, mais de 90% dos casos diagnosticados são do tipo adenocarcinoma, e a doença costuma se desenvolver a partir de lesões benignas, como os pólipos intestinais (F2.e).
Fatores que aumentam o risco da doença incluem obesidade, sedentarismo, consumo frequente de ultraprocessados, ingestão excessiva de álcool e tabagismo (F1.d). O INCA acrescenta consumo elevado de carne vermelha e processada e baixa ingestão de fibras entre os fatores associados (F2.f). Histórico familiar, inflamações intestinais crônicas e presença prévia de pólipos também elevam o risco, segundo o oncologista Eduardo Moraes, da Oncoclínicas (F1.c1).
"Além do estilo de vida, fatores como histórico familiar, inflamações intestinais crônicas e presença de pólipos no intestino também elevam o risco para o câncer colorretal", afirmou Moraes (F1.c1).
Sobre o rastreamento, há divergência entre as fontes consultadas. A campanha do Portal PA recomenda a primeira colonoscopia entre 45 e 50 anos para pessoas assintomáticas e sem fatores de risco, com repetição a cada cinco ou dez anos conforme orientação médica, segundo a oncologista Maria Cecília Mathias (F1.c3). Já o Telessaúde Bahia, em orientação publicada em junho de 2024, recomenda o exame entre 50 e 75 anos, com repetição em dez anos para quem não tem fator de risco nem alteração em exame anterior. O INCA, por sua vez, orienta rastreamento inicial por exame de sangue oculto nas fezes, com encaminhamento para colonoscopia apenas em caso de resultado positivo (F3.c, F3.d).
Pacientes com histórico familiar da doença devem ter acompanhamento mais frequente, podendo iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica individual (F1.j, F1.c4).
Sintomas que podem estar associados à doença incluem alteração no hábito intestinal, perda de apetite, anemia, sangue nas fezes, fraqueza, perda de peso sem causa aparente e dor abdominal (F1.m, F3.b). "Apresentar algum desses sintomas não significa um diagnóstico de câncer, mas eles devem ser investigados o quanto antes", disse Moraes (F1.c6).
Segundo a campanha, mais de 60% dos casos são identificados em estágio avançado, quando o tumor já apresenta metástases, o que reduz as chances de cura (F1.k, F3.h). O diagnóstico tardio também torna o tratamento mais complexo e invasivo, segundo o oncologista Marco Lessa. "A prevenção primária através da adoção de alimentação saudável, controle do peso e atividade física é uma enorme aliada na luta contra o câncer colorretal, assim como o acompanhamento médico e os exames de rastreamento, quando indicados", afirmou Lessa (F1.c7, F1.n).
O INCA reforça que a doença tem alto potencial de prevenção primária por meio de hábitos de vida saudáveis (F2.h).







