O uso frequente e prolongado de álcool e tabaco pode prejudicar as células responsáveis pela visão e, em situações graves, provocar perda visual permanente. O alerta foi divulgado durante o lançamento da publicação Neuro-Oftalmologia, realizado no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, entre 9 e 12 de setembro de 2026.
De acordo com a obra, o consumo crônico das duas substâncias pode interferir na produção de energia das células envolvidas na visão. Com isso, a atividade celular pode ser comprometida e o risco de lesões graves pode aumentar.
A publicação reúne informações sobre o funcionamento do sistema visual, doenças neurológicas que podem afetar a visão e avanços usados no diagnóstico e no tratamento. A obra foi organizada pelos oftalmologistas Eric Pinheiro de Andrade, Leonardo Provetti Cunha e Mário Luiz Monteiro.
Outra cobertura sobre o lançamento relaciona o uso crônico de álcool e tabaco a neuropatias ópticas tóxicas e carenciais. Segundo esse material, esses problemas podem provocar perda visual lenta e sem dor nos dois olhos. Também podem ocorrer borrão na parte central do campo visual, manutenção da visão periférica e alteração na percepção das cores.
A programação oficial do congresso confirma a realização de atividades de neuro-oftalmologia. Entre elas estavam uma sessão sobre neuropatias ópticas, uma palestra de Leonardo Provetti Cunha sobre diagnóstico e acompanhamento de papiledema e uma atividade sobre neuropatias ópticas tóxicas e carenciais.
A neuro-oftalmologia reúne conhecimentos da oftalmologia e da neurologia. A publicação também aborda aspectos anatômicos da visão e casos complexos acompanhados por essa área.







