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Saúde

Professores identificam mudanças emocionais em alunos de Santaluz

Fernanda Barboza orienta educadores a acolher estudantes e acionar a rede de apoio, sem diagnosticar ou substituir psicólogos

Redação ChicoSabeTudo
06 de setembro, 2026 · 06:51 2 min de leitura

Professores convivem por várias horas com crianças e adolescentes no ambiente escolar. Essa proximidade pode ajudar a perceber alterações no jeito de agir, na participação e na convivência dos estudantes.

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A professora Fernanda Barboza afirma que o educador pode acolher o aluno e encaminhar um pedido de ajuda, mas não deve exercer função clínica. Para ela, observar mudanças e procurar responsáveis ou profissionais capacitados faz parte desse cuidado.

“Professor não é psicólogo e não deve tentar resolver sozinho o sofrimento de um estudante. O que cabe ao educador é observar: um aluno participativo que fica calado, alguém que passa a se afastar dos colegas ou uma mudança repentina de comportamento. Esses sinais podem indicar a necessidade de acionar a rede de apoio”, afirma Fernanda.

Alterações no comportamento podem transmitir dificuldades que o estudante não consegue explicar diretamente. Nesse cenário, a escola pode facilitar o contato com a família e com serviços especializados. A professora ressalta que reconhecer os próprios limites também é importante para quem trabalha na educação.

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Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgados pelo IBGE em 13 de julho de 2022, mostram um recorte sobre estudantes do 9º ano nas capitais. Na edição de 2019, o relato de tristeza frequente foi de 59,5% entre meninas e 48,1% entre meninos, conforme o indicador apresentado pelo instituto. O dado não representa todos os adolescentes brasileiros.

“Às vezes, o mais importante não é saber exatamente o que dizer, mas demonstrar que você percebeu que aquele aluno não está bem. Um olhar atento pode abrir espaço para uma conversa e, principalmente, para que essa criança ou adolescente não se sinta invisível. O professor não substitui nenhum profissional da saúde, mas pode ser uma ponte importante para que o pedido de ajuda seja percebido”, diz Fernanda.

Em Paulo Afonso, a prefeitura informou, em 30 de junho de 2023, ações do Setembro Amarelo envolvendo escolas, Secretaria de Saúde, CAPS II, CAPS AD e Nasf. A programação também previa atividades com psicólogos nas unidades de ensino. Não há, nas informações apuradas, confirmação de uma nova agenda municipal para setembro de 2026.

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A professora defende que a escola trate da saúde emocional com escuta, atenção e encaminhamento responsável. A orientação é não diagnosticar o estudante nem assumir sozinho a solução do problema.

Se você ou alguém que conhece está em sofrimento emocional ou pensando em suicídio, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias. Também é possível buscar atendimento em serviços de saúde, conversar com uma pessoa de confiança ou acessar cvv.org.br. Em uma emergência, procure uma unidade de saúde ou acione o Samu pelo 192.

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