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Saúde

MP-BA apura superlotação em hospital privado de Salvador, na Bahia

Denúncia de paciente adulto ao lado de criança de dois anos motivou apuração no Hospital de Brotas

Redação ChicoSabeTudo
01 de setembro, 2026 · 16:21 2 min de leitura

O Ministério Público da Bahia abriu um procedimento para apurar possíveis irregularidades no Hospital de Brotas, em Salvador, por causa da superlotação na unidade. A apuração está a cargo da 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor.

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A investigação começou depois que um paciente denunciou ter sido colocado na ala pediátrica, ao lado de uma criança de dois anos, por falta de vagas no hospital.

A queixa chegou primeiro à Promotoria de Saúde, mas foi repassada para a Promotoria do Consumidor. Isso porque o Hospital de Brotas é uma instituição privada, e o atendimento prestado é considerado relação de consumo.

Procurado, o hospital negou que tenha havido divisão efetiva de espaço entre pacientes adultos e crianças. A unidade reconheceu, porém, uma falha pontual no processo de admissão de pacientes e afirmou que, na época do caso, enfrentava superlotação, com ativação do chamado Fluxo de Supercontingência.

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Segundo o hospital, houve segregação física e acompanhamento constante dos pacientes, e a situação foi percebida e corrigida pela própria equipe. A instituição disse ainda ter registrado o caso internamente, revisado o atendimento, reorientado a profissional envolvida e reforçado as rotinas de admissão das equipes.

O promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos, responsável pelo caso, determinou uma série de diligências. O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) tem 15 dias úteis para vistoriar as condições técnicas, éticas e operacionais da ala pediátrica do hospital.

A Vigilância Sanitária Estadual (Divisa) também deve inspecionar a estrutura física, a higiene e a capacidade de atendimento da unidade, tanto em situações normais quanto em casos de superlotação. Já o Corpo de Bombeiros vai checar rotas de fuga, saídas de emergência e as licenças contra incêndio e pânico.

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O hospital ainda precisa entregar ao MP-BA os planos de contingência usados em situações de superlotação, os registros internos do caso com o paciente adulto, dados de ocupação de leitos pediátricos entre os dias 19 e 24 de março de 2026, e um histórico de episódios parecidos ocorridos nos últimos 12 meses.

O Ministério Público também vai levantar reclamações feitas por consumidores em plataformas como Reclame Aqui e Consumidor.gov.br, além de matérias veiculadas na imprensa nos últimos dois meses sobre o mesmo hospital.

Com base nos laudos técnicos e nas respostas do hospital, o promotor vai decidir os próximos passos do caso. As opções incluem arquivar o procedimento, propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou transformar a apuração em inquérito civil, podendo resultar em ação civil pública.

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