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Saúde

Empresária morre após cirurgia em Ilhéus; médico já foi denunciado

Rossini Tebaldi Ruback, genro do ex-deputado Ronaldo Carletto, atendeu Adriele da Silva Pinto, que morreu no hospital

Redação ChicoSabeTudo
27 de agosto, 2026 · 14:36 2 min de leitura

A empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morreu na madrugada da última quarta-feira (26) após passar por uma cirurgia estética em Ilhéus, no Litoral Sul da Bahia. Ela morava nos Estados Unidos e havia viajado até o estado especialmente para realizar os procedimentos.

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Os atendimentos foram feitos no Hospital Vida Memorial e incluíram quatro etapas: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e aplicação de jato de plasma. Segundo relatos, Adriele passou mal após as intervenções e não resistiu.

O responsável pelos procedimentos foi o cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback. Ele é genro do ex-deputado federal e presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. De acordo com informações publicadas pelo UOL, Rossini se casou em 2019 com Ana Carolina Carletto, filha do político.

O médico se formou em Medicina pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos, em Teresópolis (RJ), no ano de 2010. Cinco anos depois, montou a Clínica Visage, em Itabuna, cidade vizinha a Ilhéus, com um investimento inicial de R$ 230 mil.

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Rossini já havia sido alvo de denúncias de pacientes em 2023. Mulheres de Itabuna, Salvador, Eunápolis e Vitória da Conquista relataram complicações e problemas estéticos após passar por procedimentos com o médico. Uma delas contou ter desenvolvido uma infecção grave depois de colocar prótese de silicone e fazer lipoaspiração, precisando de uma nova cirurgia para correção. Uma instrumentadora cirúrgica que trabalhava com o profissional também registrou queixas na mesma época.

Em nota, a defesa de Rossini lamentou a morte da empresária. Segundo o texto, o procedimento foi feito em unidade hospitalar licenciada, com centro cirúrgico habilitado e acompanhamento de uma médica anestesiologista durante todo o ato.

A defesa afirma que a cirurgia seguiu sem problemas até a fase final, quando Adriele apresentou uma alteração súbita e grave no quadro clínico. Conforme o prontuário, a equipe de anestesiologia identificou sinais compatíveis com hipertermia maligna, condição rara e potencialmente fatal ligada à sensibilidade individual a certos agentes anestésicos.

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Segundo a defesa, foram tomadas medidas de emergência, incluindo medicação específica e apoio de um cardiologista, mas a paciente não respondeu ao tratamento. A nota também nega que o médico tenha deixado o hospital para se esquivar de responsabilidades e relata que, após a comunicação da morte à família, houve um episódio de violência e depredação no local. Por orientação da segurança da unidade, Rossini e outros profissionais ficaram em área protegida até a chegada da Polícia Militar.

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que não há, até o momento, processo ético-profissional em tramitação envolvendo Rossini relacionado ao caso da empresária. Sobre as denúncias de 2023, o órgão disse que os resultados foram comunicados às partes envolvidas, mas que os detalhes são protegidos por sigilo previsto no Código de Processo Ético-Profissional. O Cremeb ainda esclareceu que eventuais sanções públicas são divulgadas no site da entidade e no Diário Oficial da União.

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