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Polícia

Bahia: Operação Giratina prende 4 por fraude em documentos de carros

Sargento da PM e servidores comissionados do Detran-BA estão entre os alvos presos na ação.

Redação ChicoSabeTudo
01 de setembro, 2026 · 13:18 2 min de leitura
Bahia: Operação Giratina prende 4 por fraude em documentos de carros

A Polícia Civil da Bahia prendeu quatro pessoas nesta terça-feira (1º) durante a Operação Giratina, deflagrada para desarticular um suposto esquema de fraude no recadastramento e na transferência de veículos no estado. Entre os presos estão um sargento da Polícia Militar, que estava cedido ao Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) na época dos fatos, e dois servidores comissionados que ocupavam cargos de chefia na 25ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

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Ao todo, dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Bahia, em Simões Filho, Madre de Deus, Camaçari e Lauro de Freitas. Outros quatro mandados foram executados no Ceará, em endereços ligados a uma empresa e a pessoas apontadas como envolvidas no esquema. Três prisões ocorreram em Madre de Deus e uma em Simões Filho.

O quarto preso é parente de um dos alvos da investigação. Durante a busca na casa dele, os policiais encontraram uma arma de fogo irregular, o que resultou em prisão em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, a apuração começou depois que o próprio Detran-BA comunicou suspeitas identificadas em procedimentos correcionais realizados na 25ª Ciretran. Os levantamentos apontaram indícios de clonagem documental de veículos: carros de empresas legítimas, registrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, eram usados como base para a criação de registros falsos na Bahia.

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De acordo com a investigação, o esquema envolvia apresentação de documentação falsa, realização ou validação de vistorias, inserção de dados no sistema Renavam e emissão dos documentos necessários para formalizar as transferências. A participação de servidores do Detran-BA nessas etapas é investigada como uma forma de dar aparência de legalidade às operações.

Depois de inseridos no sistema, os veículos eram usados, em poucos dias, em operações de alienação fiduciária para empresas sediadas no Ceará. Isso permitia que instituições financeiras concedessem crédito tendo como garantia veículos com documentação clonada — que, na prática, pertenciam a empresas que não sabiam da fraude.

A Operação Giratina é conduzida pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), ligada ao Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP), da Polícia Civil do Ceará e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia. Os nomes dos presos não foram divulgados.

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