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Saúde

Bahia tem maior recusa a doação de órgãos do país, diz campanha

Setembro Verde alerta para índice de recusa familiar no estado; Hospital de Paulo Afonso integra rede de captação

Redação ChicoSabeTudo
06 de setembro, 2026 · 06:20 2 min de leitura

A campanha Setembro Verde, voltada à conscientização sobre doação de órgãos, chama atenção neste ano para um dado preocupante na Bahia. Segundo reportagem publicada pelo jornal A Tarde, o estado registra o pior índice de recusa familiar à doação do país, com 67% dos casos. A média nacional, de acordo com a mesma fonte, é de 45%.

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Ainda segundo A Tarde, o índice baiano de recusa já havia sido registrado em 59% em 2025. A reportagem também cita dados do Registro Baiano de Transplantes (RBATx 2026), segundo os quais 4.202 pessoas aguardavam algum tipo de transplante no estado, sendo 1.831 delas à espera de córnea.

Esses números, porém, não coincidem com os divulgados pela própria Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em outras páginas oficiais. Um levantamento da Sesab, atualizado em 1º de junho de 2026, aponta 2.267 pessoas na fila por transplante renal e 1.767 por córnea. Uma outra publicação oficial, de 6 de janeiro de 2026, confirma que a negativa familiar no estado é superior a 50%, mas não cita o percentual de 67% mencionado por A Tarde. As diferenças podem estar relacionadas a bases de dados e datas de atualização distintas.

A reportagem de A Tarde também traz outros números sobre o cenário de transplantes na Bahia, como a realização de 617 procedimentos entre janeiro e julho e uma média de 14,7 doadores efetivos por milhão de habitantes no estado, ante 20,3 na média nacional. Esses dados não foram confirmados de forma independente em outras fontes oficiais consultadas.

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Segundo A Tarde, a recusa familiar é apontada como o principal obstáculo à ampliação das doações no estado. A reportagem também menciona uma roda de conversa prevista para o dia 9, no Hospital São Rafael, com participação de médicos, líderes religiosos, representantes da sociedade civil e pacientes transplantados, embora esse evento não tenha sido confirmado em outras fontes.

A decisão final sobre a doação de órgãos cabe à família, nos casos em que o potencial doador já não pode manifestar sua vontade. Por isso, especialistas recomendam que cada pessoa registre sua decisão em vida, preferencialmente por escrito, para orientar os familiares no momento da entrevista com as equipes hospitalares.

Na Bahia, esse processo é conduzido pelas Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes (e-DOT), estrutura vinculada à Central Estadual de Transplantes. Segundo página oficial da Sesab, atualizada em setembro de 2025, essas equipes atuam desde o diagnóstico de morte encefálica até a entrevista familiar e a captação de órgãos e tecidos. O Hospital Regional de Paulo Afonso está entre as unidades certificadas junto à Central Estadual, integrando essa rede no interior do estado.

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Não foi encontrada, entre as fontes consultadas, informação sobre campanhas específicas de Setembro Verde realizadas em Paulo Afonso ou em municípios vizinhos neste ano.

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