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Saúde

Salvador tem alto risco de aumento de casos de SRAG, diz Fiocruz

Boletim aponta rinovírus como principal causa; crianças até 14 anos são as mais afetadas na Bahia

Redação ChicoSabeTudo
04 de setembro, 2026 · 13:45 2 min de leitura

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, no dia 3 de setembro de 2026, uma nova edição do Boletim InfoGrip. O documento aponta Salvador entre as capitais brasileiras com alto risco de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

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A análise é referente à Semana Epidemiológica 34, entre 23 e 29 de agosto de 2026. Segundo o boletim, seis das 27 capitais do país apresentam nível de atividade da doença classificado como alerta, risco ou alto risco. Além de Salvador, estão nessa lista Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa e Vitória.

Na Bahia, os casos de SRAG ligados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) seguem em patamar elevado. De acordo com a Fiocruz, o aumento recente da doença está associado principalmente à circulação do rinovírus, que respondeu por 47,4% das amostras positivas registradas no estado. A maioria dos casos atinge crianças e adolescentes de até 14 anos.

O Boletim Epidemiológico de SRAG da Bahia contabiliza 7.388 casos confirmados e 231 óbitos. O coeficiente de incidência ficou em 23,4 casos por 100 mil habitantes. Os números correspondem às primeiras 31 semanas epidemiológicas de 2026 e integram um grupo mais amplo de vírus respiratórios monitorados pelo boletim, que reúne rinovírus, VSR, adenovírus e outros agentes causadores de infecções respiratórias.

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O portal A Tarde procurou a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador e o Conselho Estadual de Saúde para comentar os dados, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Diante do cenário, autoridades de saúde recomendam manter a vacinação em dia como forma de prevenção contra doenças respiratórias. Também é indicado o uso de máscara em postos de saúde e em ambientes fechados com aglomeração de pessoas, além de manter os cuidados de higiene das mãos.

Quem apresentar sintomas de gripe ou resfriado deve, se possível, ficar isolado. Quando isso não for viável, recomenda-se sair de casa usando máscara adequada. Em caso de falta de ar, dificuldade para respirar ou febre persistente, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente — cuidado que deve ser redobrado com crianças e idosos.

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