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Saúde

AGU notifica Telegram por venda de comprovantes de vacina falsos

Ministério da Saúde encontrou 18 grupos com documentos fraudulentos; caso foi enviado à Polícia Federal

Redação ChicoSabeTudo
03 de setembro, 2026 · 19:05 2 min de leitura

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou uma notificação oficial ao aplicativo Telegram depois que o Ministério da Saúde encontrou 18 grupos e canais usados para vender comprovantes e passaportes de vacinação falsificados.

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De acordo com o Ministério da Saúde, os responsáveis por esses espaços ofereciam os documentos falsos e chegavam a anunciar que poderiam inserir registros adulterados direto nos sistemas oficiais do SUS.

Depois de receber a notificação, o Telegram apagou os grupos e canais apontados pelo governo e também excluiu a conta de um usuário identificado durante a apuração.

Quem enviou a notificação foi a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), setor da AGU, com base em um relatório técnico produzido pelo Ministério da Saúde. O documento apontou que esse tipo de fraude representa risco para a política nacional de imunização e para a confiabilidade dos dados públicos de saúde.

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O Ministério da Saúde também alertou que pessoas não vacinadas usando comprovantes falsos podem atrapalhar o trabalho de vigilância e controle de doenças que têm vacina. Além disso, esses documentos falsificados podem bagunçar as estatísticas de cobertura vacinal, dando uma ideia errada sobre os números de imunização e dificultando saber quais regiões e grupos de pessoas têm baixa vacinação.

Todas as provas reunidas no caso foram enviadas pela AGU à Polícia Federal, que agora deve investigar se houve crime.

A AGU afirmou que vender e divulgar esses documentos falsos pode ferir direitos ligados à saúde e ao acesso à informação, além de infringir o Código Penal, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet. O órgão também citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas digitais diante de conteúdos ilegais publicados por usuários.

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Segundo a AGU, os canais identificados também descumpriam as próprias normas do Telegram, que proíbem esse tipo de conteúdo e permitem a remoção de publicações e o banimento de contas envolvidas em violações.

A ação faz parte de um conjunto de medidas do Ministério da Saúde para combater a desinformação e proteger as informações sobre vacinação no país.

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