Paulo Afonso foi citado em uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia que apura a suspeita de venda de armas, granadas e munições para organizações criminosas. O cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira, lotado em Salvador, está preso preventivamente e nega as acusações.
As suspeitas surgiram após celulares apreendidos em abril, durante uma operação em um imóvel usado para armazenar e preparar drogas no bairro de Itapuã, em Salvador. Um dos aparelhos pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pelos investigadores como comprador e revendedor de armas e entorpecentes.
Segundo a investigação, foram encontradas conversas atribuídas ao militar. Os investigadores afirmam que Deivison teria fornecido dados pessoais e uma chave Pix para receber pagamentos. Cerca de mil munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62 teriam sido negociadas com um grupo criminoso. Também há mensagens sobre possíveis negociações envolvendo granadas e armas de fogo.
Paulo Afonso aparece nas conversas por causa de referências a treinamentos militares realizados no município. Uma das linhas investigadas é a possibilidade de que parte do material tenha sido retirada durante exercícios do Exército.
Munições e granadas que sobrassem dos treinamentos deveriam retornar ao paiol. As autoridades apuram se houve desvio e eventual alteração nos registros de estoque. Até o momento, não há confirmação de que as armas mencionadas tenham saído do Exército.
O caso está relacionado à Operação Reino Oculto, que mobilizou cerca de 250 agentes e resultou na prisão de 33 suspeitos em cidades da Bahia, Sergipe e São Paulo. A investigação também apura tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O Comando da Sexta Região Militar informou que Deivison permanece custodiado em uma unidade militar, em uma investigação relacionada ao desaparecimento de coletes balísticos. A defesa afirma que ele nega todas as acusações e trabalha para revogar as prisões.







