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Política

Medo de perder Alagoas para Lessa pesou na decisão de Dantas de ficar no governo, aponta análise

Com 61% de aprovação e força nas pesquisas para o Senado, governador preferiu segurar o poder estadual e conduzir a sucessão ao lado de Renan Filho e Renan Calheiros.

Redação ChicoSabeTudo
17 de junho, 2026 · 00:49 3 min de leitura
Governador Paulo Dantas durante evento institucional em Alagoas
Governador Paulo Dantas durante evento institucional em Alagoas

Com popularidade elevada e chances reais de chegar ao Senado, o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), optou por ficar. A decisão, que vai contra o movimento esperado por aliados e até pelo próprio vice-governador, tem uma explicação que vai além da retórica sobre "cumprir o mandato até o fim". É o que aponta uma análise do jornalista político Edivaldo Júnior, publicada nos últimos dias.

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Uma pesquisa do Instituto Ibrape, divulgada recentemente, mostra que Paulo Dantas segue com índices expressivos de aprovação. O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 27 de maio de 2026, com 10 mil entrevistas em todas as regiões do estado, e aponta que 61% da população alagoana aprova a administração estadual. A aprovação supera em mais de duas vezes o índice de desaprovação, com diferença de 31 pontos percentuais entre os dois indicadores.

Mesmo com esses números nas mãos, Paulo Dantas afirmou de forma categórica que não será candidato a nenhum cargo nas eleições de 2026, garantindo que o foco de seu governo será a conclusão de obras e ações estruturantes ao longo do ano, último de seu mandato.

Segundo a análise de Edivaldo Júnior, a decisão envolve dois fatores centrais. O primeiro é o compromisso político firmado dentro do grupo governista: o governador ficaria na chefia do Executivo de Alagoas até o fim do mandato se o senador e ministro dos Transportes Renan Filho (MDB-AL) fosse o candidato do grupo ao governo — esse seria o compromisso, segundo fontes. O segundo fator é mais estratégico: o risco de o vice-governador Ronaldo Lessa assumir o Palácio.

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Caso Dantas deixasse o estado para fazer carreira em Brasília, o vice-governador assumiria o comando do Poder Executivo alagoano. Ronaldo Lessa parece ter virado a chave. O vice-governador de Alagoas, que até pouco tempo tratava com cautela a disputa de 2026, passou a falar abertamente em candidatura ao Senado. Depois de mais de quatro décadas de vida pública, Lessa já ocupou praticamente todos os cargos relevantes na política alagoana. Falta apenas um no currículo: o Senado.

A análise citada pela fonte aponta ainda que Ronaldo Lessa teria se aproximado politicamente do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, movimento que teria gerado preocupação dentro do grupo que hoje governa o estado. A avaliação seria de que, se Paulo Dantas deixasse o cargo para disputar o Senado, poderia perder influência sobre a sucessão estadual — exatamente o tabuleiro que pretende dominar.

A permanência até o fim do mandato fortalece a posição de Paulo Dantas como grande articulador do grupo político que hoje governa Alagoas. Com popularidade elevada e controle da máquina pública, a aposta é que ele se torne o eleitor mais influente do estado nas eleições de 2026.

Com mais da metade do estado indeciso, o apoio de prefeitos e a capacidade de transferência de votos do governador serão decisivos quando a campanha realmente começar. Segundo a análise de Edivaldo Júnior, Paulo Dantas segue fortalecendo alianças com prefeitos, deputados e lideranças regionais, assumindo papel central na articulação política para as eleições de 2026 em Alagoas — ao lado de nomes como Renan Filho, Renan Calheiros e Marcelo Victor.

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