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Política

Vereador de Delmiro Gouveia e deputada Cibele Moura unem forças pela inclusão de autistas em Alagoas

Pauleandro Silva defende transformar sensibilidade em políticas públicas concretas para famílias de pessoas com TEA no município e no estado.

Redação ChicoSabeTudo
17 de junho, 2026 · 00:20 2 min de leitura

O vereador Pauleandro Silva, de Delmiro Gouveia, se reuniu com a deputada estadual Cibele Moura (MDB) para firmar uma aliança política focada na defesa dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo informações divulgadas pela assessoria de comunicação do parlamentar, o encontro teve como eixo central a construção de ações práticas voltadas à inclusão e ao atendimento digno das famílias atípicas no município e em Alagoas.

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Na ocasião, Pauleandro defendeu que a sensibilidade com a causa precisa se traduzir em medidas reais. "Falar sobre autismo é falar de respeito, cuidado e responsabilidade. Precisamos garantir que essas famílias tenham apoio, atendimento digno e políticas que funcionem de verdade", afirmou o vereador, conforme declaração divulgada pela assessoria.

A parceria chega em momento de avanços legislativos no estado. Cibele Moura é autora do Projeto de Lei 832/2024, que institui o Código Alagoano de Proteção à Pessoa com TEA. O texto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa de Alagoas em setembro de 2025 e conta com 67 artigos que estabelecem direitos e proteções para pessoas com autismo em todo o estado.

A deputada também tem atuado em outras frentes. Ela solicitou ao Governo de Alagoas a criação de salas de regulação sensorial em hospitais públicos de referência, com o objetivo de oferecer um ambiente mais acolhedor para pacientes com TEA e outras condições neurodivergentes, que enfrentam dificuldades com estímulos excessivos como luzes fortes e barulho.

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Os dados justificam a urgência da pauta. O Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE, aponta que cerca de 2,4 milhões de pessoas no Brasil foram diagnosticadas com autismo. Só em Alagoas, o levantamento identifica aproximadamente 33 mil alagoanos com o transtorno — números que pressionam por respostas tanto no âmbito estadual quanto nos municípios do interior.

Para Delmiro Gouveia, a articulação entre o poder municipal e a Assembleia Legislativa pode significar acesso mais ágil a recursos, projetos e estruturas de atendimento especializado. A ausência de centros de referência para diagnóstico e tratamento é uma realidade enfrentada por famílias em quase todos os estados brasileiros, segundo especialistas da área.

Segundo a assessoria de Pauleandro Silva, a parceria entre os dois parlamentares deve avançar com iniciativas concretas voltadas à visibilidade do autismo e à melhoria dos serviços disponíveis às famílias atípicas da região. O debate sobre o TEA, avaliam ambos, precisa ocupar lugar central nas decisões políticas — e não apenas nas datas comemorativas.

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