Declarações feitas pelo vereador Rubinho do Kênio durante discurso na Câmara Municipal de Paulo Afonso provocaram reação de veículos de comunicação e profissionais da imprensa local. A repercussão levou a Associação Pauloafonsina de Imprensa (ASPI) a divulgar uma nota pública de repúdio e solicitar uma retratação do parlamentar.
Durante sua fala na Câmara, Rubinho do Kênio utilizou termos ofensivos ao se referir à imprensa. Entre as declarações, o vereador falou em uma “imprensa que não vale merda” e chamou profissionais de “sem vergonha”.
As declarações repercutiram entre comunicadores e órgãos de imprensa de Paulo Afonso, que criticaram a forma utilizada pelo parlamentar para manifestar sua insatisfação.
Diante do episódio, a ASPI divulgou uma Nota de Repúdio na qual reconhece que vereadores, assim como qualquer cidadão, têm direito de discordar de reportagens, opiniões e linhas editoriais adotadas pelos veículos de comunicação. A entidade ponderou, entretanto, que a divergência não deve ultrapassar os limites do respeito.
Publicidade“Entretanto, discordar não significa desrespeitar”, afirmou a associação.
Na manifestação, a ASPI também destacou o papel desempenhado pela imprensa na sociedade, especialmente na divulgação de informações, fiscalização do poder público, promoção do debate e garantia da pluralidade de ideias.
Para a associação, críticas direcionadas à atuação de jornalistas e veículos de comunicação são legítimas em uma sociedade democrática, desde que sejam feitas com responsabilidade e respeito.
A entidade ressaltou ainda que a nota não foi divulgada para defender especificamente um determinado veículo ou profissional atingido pelas declarações.
“A ASPI não se posiciona para defender este ou aquele veículo de comunicação, mas para defender a dignidade de toda a categoria da imprensa”, declarou.
Ao final da nota, a associação fez um pedido público para que Rubinho do Kênio se retrate e apresente formalmente desculpas à imprensa e aos profissionais que se sentiram atingidos pelas declarações.
Segundo a entidade, reconhecer o excesso cometido não diminuiria o parlamentar. “Uma retratação não representa fraqueza, mas grandeza, responsabilidade e respeito ao diálogo democrático”, afirmou a ASPI.
Até o momento das informações disponibilizadas para esta matéria, não foi apresentada uma retratação do vereador em relação às declarações que motivaram a manifestação da associação.







