A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (1º), a Operação Tarântulas II. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Santa Rosa de Viterbo e Jaguariaíva, no Paraná.
A investigação apura um esquema de aquisição, criação, comércio e envio ilegal de animais silvestres, com foco no tráfico de tarântulas nativas do Brasil, espécies que têm alto valor no mercado internacional.
A operação é um desdobramento da Operação Tarântulas, deflagrada em setembro de 2025. Na primeira fase, a PF apreendeu mais de 200 espécimes entre aranhas, escorpiões e lacraias, além de celulares, documentos e registros financeiros.
A análise desse material levou os investigadores a identificar novos suspeitos e indícios de uma estrutura organizada, formada por criadores, intermediários e compradores em diferentes estados do país, com contatos também no exterior.
Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até agora apontam possível prática de crimes como aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando. Conforme a participação de cada investigado, outros crimes ainda podem ser apurados ao longo da investigação.
Durante as buscas desta quinta-feira, tarântulas foram encontradas em três dos quatro endereços alvo das medidas judiciais. Os animais foram encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), responsáveis pela avaliação técnica, pelos cuidados especializados e pela destinação adequada.
A ação contou com apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental da Polícia Militar da Bahia, da Polícia Militar de São Paulo e do CETAS/INEMA.







