O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, pediu que ACM Neto autorize o acesso a informações mantidas sob sigilo. A cobrança ocorreu durante um comício em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, na noite de 1º de outubro de 2026.
O pedido veio após reportagens da CNN Brasil e do ICL Notícias citarem um relatório atribuído à Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean. Jerônimo também relacionou a cobrança ao caso Banco Master, segundo o Jornal Grande Bahia.
O governador disse que não caberia a ele julgar as acusações. “Eu não sou juiz, não estou julgando. Na condição de candidato, eu gostaria de que você pudesse autorizar a Justiça a abrir seu sigilo. A Bahia precisa saber, Neto”, afirmou, conforme o Bahia Notícias.
Segundo as reportagens citadas pelas fontes, o documento apontaria ACM Neto como liderança de uma organização suspeita de buscar recursos públicos por meio de contratos supostamente superfaturados. Os relatos mencionam ainda suspeitas envolvendo contratações em Belo Horizonte, uma relação com o empresário José Marcos de Moura, conhecido como Rei do Lixo, e 232 contatos entre agosto e dezembro de 2024.
As reportagens também afirmam que o relatório mencionaria o transporte de dinheiro em espécie em malas levadas em aeronaves fretadas. Essas informações são atribuídas às reportagens, e não à nota oficial da Polícia Federal.
Em 17 de setembro de 2026, a Polícia Federal informou a deflagração da 10ª fase da Operação Overclean. A corporação disse investigar possíveis fraudes em contratações de uma secretaria municipal de Belo Horizonte, entre 2024 e 2025, com contratos superiores a R$ 80 milhões. A nota oficial não cita ACM Neto, José Marcos de Moura, malas com dinheiro ou uma liderança individual.
Segundo documentos divulgados pela CNN Brasil, pedidos de busca e apreensão especificamente contra ACM Neto foram negados pelo ministro Nunes Marques. A assessoria do político nega participação em irregularidades e classifica a divulgação como tentativa de interferência no processo eleitoral.
A existência de uma investigação não significa condenação nem define responsabilidade criminal. As fontes consultadas não registram referências específicas ao caso em Paulo Afonso ou em outros municípios do Médio São Francisco baiano.







