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Política

Flávio compara prisão de Bolsonaro a 'sequestro em cativeiro'

Ministro do STF suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai após divulgação de carta nas redes sociais.

Redação ChicoSabeTudo
18 de agosto, 2026 · 11:19 1 min de leitura
Flávio compara prisão de Bolsonaro a 'sequestro em cativeiro'

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, classificou como "desumana" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias suas visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A determinação foi assinada na segunda-feira (13) e está ligada à divulgação, pelo próprio senador, de uma carta escrita pelo ex-presidente.

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Em entrevista ao programa Flow News, ao apresentador Igor Coelho, Flávio afirmou que a medida faz parte de uma perseguição contra a família Bolsonaro e dificulta sua atuação como advogado constituído do pai e como articulador político da direita no período eleitoral. "É uma interferência clássica, descarada, de tentar dificultar ainda mais o nosso trabalho", disse.

O senador foi além e declarou que "o Alexandre de Moraes só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo". Ele também comparou a situação do ex-presidente à de um refém: "Ele está tratando o Bolsonaro como um sequestrado em cativeiro. 'Isso aqui é meu sequestrado, eu faço o que eu quiser com ele.' É isso que está acontecendo, infelizmente."

Segundo apurou o Correio Braziliense, a suspensão das visitas foi motivada pelo conteúdo da carta, batizada de "Carta aos Brasileiros", na qual Jair Bolsonaro atribui ao filho o papel de porta-voz de seu grupo político durante a disputa presidencial deste ano. Na decisão, Moraes também determinou o envio de cópias do documento e dos vídeos publicados por Flávio à Procuradoria-Geral Eleitoral, para apurar possível propaganda eleitoral antecipada.

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A restrição às visitas de Flávio se soma a outras medidas impostas pelo STF ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária. Nas semanas seguintes, o ministro ampliou as limitações e chegou a suspender por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente, com exceção de equipe médica e advogados.

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