O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão ao vivo na madrugada deste domingo (16), ter recebido mais de 1.800 ameaças de morte nos últimos dias. Segundo ele, os ataques aumentaram depois que anunciou a intenção de classificar o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como organizações terroristas.
A campanha do senador informou que 30 dessas ameaças resultaram em investigações conduzidas pela Polícia Legislativa do Senado Federal, responsável pela segurança de Flávio em Brasília e durante viagens pelo país.
Um dos episódios mais recentes ocorreu em Juiz de Fora (MG), cidade onde Flávio tem uma motociata de campanha marcada para esta segunda-feira (17). Um morador foi levado para depor após publicar nas redes sociais a frase "dessa vez deixa cmg", acompanhada de emojis de faca, em uma postagem sobre a agenda do candidato na cidade. A Justiça determinou busca e apreensão contra o suspeito e o proibiu de se aproximar de Flávio. O caso ganhou repercussão por acontecer no mesmo município onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha de 2018.
Diante do aumento das ameaças, a equipe de Flávio reforçou o esquema de proteção. O senador passou a usar colete à prova de balas de forma permanente em compromissos públicos, e o número de policiais da escolta foi triplicado. A estrutura conta ainda com mais viaturas, equipamentos e um centro de comando que funciona 24 horas em Brasília para monitorar os deslocamentos do candidato. Flávio dispensou a proteção oferecida pela Polícia Federal aos pré-candidatos e manteve a segurança feita pela Polícia do Senado.
Em levantamento divulgado em julho, a pré-campanha já havia identificado 2.288 conteúdos considerados de risco desde o início de junho, entre ameaças explícitas, incitações à violência, referências codificadas e publicações sobre planejamento de ataques.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), atribuiu o aumento das ameaças a setores da esquerda, classificados por ele como "mais radicais". Não há, até o momento, evidências públicas de uma articulação coordenada de grupos políticos para atacar o candidato.







