Publicidade
PI 6308
Política

TRE-BA nega novo recurso e Binho Galinha segue barrado na Bahia

Defesa vai recorrer ao TSE; deputado preso pode receber votos em 4 de outubro, mas validade depende de decisão final

Redação ChicoSabeTudo
01 de outubro, 2026 · 13:51 2 min de leitura

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou, em julgamento realizado em 30 de setembro de 2026, um recurso apresentado pela defesa do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha. Com isso, a candidatura dele ao cargo de deputado estadual continua barrada pela Justiça Eleitoral.

O recurso era um pedido de reconsideração contra a decisão que já havia negado o registro da candidatura, tomada em 14 de setembro de 2026. Na ocasião, o TRE-BA acolheu, por unanimidade, uma ação movida pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) para impedir que Binho Galinha concorra à reeleição.

Publicidade

A defesa do deputado informou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que a disputa sobre o registro ainda não chegou ao fim. Segundo os advogados, não existem provas que justifiquem impedir a candidatura.

Enquanto o processo não é concluído nas instâncias superiores, a Justiça Eleitoral autoriza Binho Galinha a seguir fazendo campanha. O nome dele continuará disponível na urna eletrônica no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Mas, segundo a legislação eleitoral, a validade dos votos recebidos fica condicionada ao julgamento final do caso pelo TSE.

A campanha do deputado confirmou que ele segue em atividade e que o cadastro na urna eletrônica já foi feito.

Binho Galinha está preso desde outubro de 2025, no Complexo da Mata Escura, em Salvador. Ele é réu em quatro ações penais ligadas à Operação El Patrón e a desdobramentos da investigação.

A base para o indeferimento da candidatura foi uma condenação em primeira instância, na Justiça Estadual, por crimes do Estatuto do Desarmamento. A sentença fixou pena superior a 36 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado. O caso envolve posse irregular de armas e munições, incluindo armamentos de uso restrito e peças com numeração adulterada ou suprimida.

Publicidade

A Procuradoria Regional Eleitoral também apontou que Binho Galinha é investigado como chefe de uma organização criminosa. Segundo o Ministério Público Eleitoral, essa suposta liderança estaria relacionada à Operação El Patrón e a seus desdobramentos, que reuniram elementos sobre movimentações financeiras e imóveis.

A PRE afirmou que não pretende antecipar um julgamento sobre a culpa criminal do deputado, nem afastar sua presunção de inocência. Segundo o órgão, a medida busca proteger o processo eleitoral de uma possível influência de organizações criminosas, com base em entendimento recente do TSE sobre o tema.

A defesa de Binho Galinha disse respeitar as instituições e afirmou confiança nos argumentos jurídicos apresentados no recurso que ainda será levado ao TSE.

Publicidade

Leia também