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Virgílio Almeida da UFMG ganha prêmio da Unesco sobre ética da IA

Virgílio Almeida, da UFMG, foi premiado pela Unesco por sua pesquisa inovadora sobre ética na inteligência artificial.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
07 de novembro, 2025 · 12:57 2 min de leitura
Unesco premia professor da UFMG por estudos sobre governança e IA responsável (Imagem: dee karen / Shutterstock)
Unesco premia professor da UFMG por estudos sobre governança e IA responsável (Imagem: dee karen / Shutterstock)

O professor Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi agraciado com o Prêmio Unesco-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial. Esta conquista ocorreu na primeira edição do prêmio, que visa promover estudos sobre o uso responsável da tecnologia e sua influência em diversas esferas sociais e políticas em nível global.

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Segundo a Unesco, o trabalho de Almeida é notável por suas contribuições à governança da internet, à inteligência artificial e aos algoritmos. Ele tem se concentrado na formulação de políticas de regulação no Brasil e em outras nações e, desde 2012, vem analisando as implicações éticas e sociais das tecnologias digitais, com enfoque especial nas redes sociais.

O professor Almeida também participou ativamente na elaboração do Marco Civil da Internet, no período em que foi secretário nacional de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Seu trabalho ganhou relevância internacional após os vazamentos de Edward Snowden, que expuseram um esquema global de espionagem digital, levando o Brasil a tomar uma postura firme na defesa da privacidade e segurança online.

Após retornar ao Brasil, ele continuou a ser uma figura central no meio acadêmico, atuando na UFMG e na Universidade de São Paulo (USP), onde lidera o projeto IA Responsável, o qual se dedica a estudar os aspectos técnicos, sociais e legais da inteligência artificial.

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Em nota, o governo brasileiro destacou que a premiação é um reflexo do compromisso do país com a governança inclusiva e o uso ético da inteligência artificial, enfatizando a importância de desenvolver tecnologias que favoreçam o bem-estar social e um desenvolvimento sustentável.

Além de Virgílio Almeida, outros vencedores incluem as pesquisadoras Claudia Roda e Susan Perry, da American University of Paris, e o Instituto para Governança Internacional da Inteligência Artificial da Universidade de Tsinghua, na China, reconhecido por sua pesquisa em IA inclusiva e socialmente responsável.

O prêmio, denominado Beruniy Prize, homenageia o renomado cientista persa Abu Rayhan al-Biruni, refletindo a busca do Uzbequistão por fortalecer sua presença no cenário internacional ao valorizar a ciência e a cultura.

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