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Juceal emite alerta: leiloeiros registrados têm dados usados em fraudes de leilão falso

Junta Comercial de Alagoas recebeu denúncias de uso indevido de informações de profissionais cadastrados para enganar compradores com ofertas mirabolantes.

Redação ChicoSabeTudo
01 de julho, 2026 · 12:02 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) emitiu um alerta público nesta semana sobre um golpe que vem crescendo no estado: criminosos estão usando informações de leiloeiros oficialmente cadastrados na entidade para dar aparência de legitimidade a leilões completamente falsos.

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A Juceal, que é a entidade responsável por fiscalizar a atividade leiloeira em Alagoas, recebeu denúncias formais sobre o uso indevido de dados de leiloeiros matriculados perante a instituição. O nome, o registro e até o histórico do profissional real são cooptados pelos fraudadores para dar credibilidade às páginas falsas.

Nas denúncias, foram destacadas criações de leilões falsos que divulgavam vantagens como venda antecipada, descontos abaixo do valor de mercado e compra direta sem o intermédio do profissional. São exatamente essas condições "vantajosas demais" que funcionam como isca para atrair vítimas.

O golpe do falso leilão é uma fraude online em que criminosos criam sites ou anúncios que simulam leilões legítimos, destacando produtos como veículos e eletrônicos a preços abaixo do mercado. Os sites fraudulentos imitam páginas de empresas e instituições reconhecidas, utilizando endereços de web semelhantes aos originais.

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O golpe é aplicado após a vítima arrematar o bem no suposto leilão. O responsável pelo lance vencedor é orientado a fazer a transferência do valor para uma conta de "laranja", que costuma ser de pessoa física, mas também pode ser uma empresa fantasma. Feito o pagamento, os estelionatários cortam o contato com a vítima.

O problema ganhou dimensão nacional. Em abril de 2026, um morador da Região Metropolitana de Porto Alegre relatou a perda de mais de R$ 100 mil em um único falso leilão de carros. De acordo com a plataforma Leilão Seguro, há cerca de 3.210 sites falsos de leilão catalogados nos últimos quatro anos.

Os golpistas investem em anúncios pagos em redes sociais e buscadores para que seus sites apareçam no topo das pesquisas. Atendentes falsos entram em contato via WhatsApp para apressar o pagamento, alegando que o lote será perdido se o depósito não for imediato. O pagamento é exigido via PIX ou transferências para contas de pessoas físicas ou empresas de fachada — o que não ocorre em leilões legítimos.

Para se proteger, a orientação é direta: a verificação dos dados dos profissionais regularizados deve ser feita com base nas informações cadastradas no site institucional da Juceal. A autarquia também passou a exigir que os leiloeiros registrem seus sites no domínio leilao.br e incluam todos os endereços eletrônicos onde atuam no site da própria Junta Comercial.

Se o valor de arremate for muito baixo em relação ao valor comercial do objeto — menos da metade do preço, por exemplo —, provavelmente é golpe. Na dúvida, não efetue nenhum tipo de pagamento, mesmo que a oferta pareça vantajosa financeiramente.

Quem cair no golpe deve agir rápido: a orientação é registrar o boletim de ocorrência com urgência e contestar a transação junto ao banco. Também é útil armazenar provas — como capturas de tela ou ata notarial — da existência do site falso, da arrematação e das conversas com os supostos funcionários. Esses sites, por sua natureza fraudulenta, costumam sair do ar rapidamente, por isso a vítima deve reunir os documentos o quanto antes.

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