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Porto Alegre: aposentada perde R$ 37 milhões em golpe cripto

Operação Criptoabate cumpriu mandados no RS, SC e SP após fraude bilionária com falsa corretora

Redação ChicoSabeTudo
13 de agosto, 2026 · 10:24 2 min de leitura
Operação policial contra golpe de falsa plataforma de investimentos em criptomoedas
Operação policial contra golpe de falsa plataforma de investimentos em criptomoedas

Uma aposentada de Porto Alegre, de cerca de 70 anos, perdeu R$ 37 milhões após cair em um golpe de falsa plataforma de investimentos em criptomoedas. O caso deu origem a uma megaoperação policial deflagrada nesta quinta-feira (13) no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo.

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A ação, batizada de Operação Criptoabate e comandada pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) do Rio Grande do Sul, cumpriu 90 ordens judiciais, entre elas 10 mandados de prisão preventiva. A investigação aponta que o esquema pode ter atingido cerca de 140 vítimas em diferentes partes do Brasil.

Segundo os investigadores, a estrutura criminosa chegou a movimentar R$ 30 bilhões em transações consideradas suspeitas. Entre os presos estão três donos de instituições financeiras responsáveis pela conversão de dinheiro tradicional em criptomoedas, sendo dois deles estrangeiros. Uma gerente de banco também é investigada por suspeita de ter facilitado a abertura de contas usadas pelo grupo para movimentar os valores obtidos com as fraudes.

De acordo com a apuração policial, a aposentada acreditava estar aplicando dinheiro em uma corretora de investimentos e criptomoedas chamada TDASX. Ela fazia parte de um grupo de WhatsApp comandado por um homem identificado como "professor Miguel", que se apresentava como especialista no mercado financeiro e orientava supostos aportes.

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O prejuízo se acumulou ao longo de cerca de seis meses, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, período em que a vítima fez sucessivas transferências. O golpe é do tipo conhecido como "pig butchering", ou "abate de porco", modalidade que surgiu em estruturas criminosas do sudeste asiático, em países como Laos, Camboja e Mianmar, e que se baseia na construção gradual de confiança até estimular aportes cada vez maiores.

A Polícia Civil apura ainda se houve participação de outras pessoas ligadas ao setor financeiro para viabilizar o esquema. Uma das instituições investigadas chegou a movimentar R$ 295 milhões em um único dia na conversão de valores para criptomoedas, segundo a apuração policial.

As investigações continuam para identificar a extensão da rede e localizar outras possíveis vítimas em diferentes estados do país.

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