O governo da Bahia transferiu cinco líderes de facções criminosas para presídios federais de segurança máxima. Os detentos foram levados para unidades em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A ação foi anunciada nesta semana.
A transferência foi resultado de um trabalho conjunto entre a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Segundo as autoridades, o objetivo é afastar as lideranças criminosas de suas áreas de atuação, dificultando a manutenção de comandos dentro e fora dos presídios baianos.
Os cinco detentos são apontados como envolvidos em tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores. Três deles têm ligação com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro, que teria tentado implantar na Bahia um modelo de domínio territorial usado em estados do Sudeste.
Os outros dois integram uma organização criminosa que mantém parceria com uma facção paulista. Esses dois também são apontados como ligados a um esquema de desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro, caso que já era investigado pelas forças de segurança do estado.
A ação tem respaldo na Lei Antifacção, sancionada neste ano, que permite esse tipo de transferência para presídios federais. O Sistema Penitenciário Federal conta com cinco unidades de segurança máxima no país: Catanduvas, no Paraná; Campo Grande, no Mato Grosso do Sul; Mossoró, no Rio Grande do Norte; Porto Velho, em Rondônia; e Brasília, no Distrito Federal.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, comentou a operação. "Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado", disse.







