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Feijão chega a quase R$ 10 e mortadela a R$ 34: veja o que o Procon de Aracaju encontrou nos mercados

Levantamento comparativo de julho mapeou 57 itens em oito supermercados da capital sergipana e revelou diferenças de preço que chegam a três vezes entre um estabelecimento e outro.

Redação ChicoSabeTudo
03 de julho, 2026 · 08:59 2 min de leitura
Prateleiras de supermercado com produtos da cesta básica
Prateleiras de supermercado com produtos da cesta básica

Quem faz compras de supermercado em Aracaju pode estar pagando muito mais caro do que o necessário — dependendo apenas do estabelecimento que escolher. Uma pesquisa comparativa divulgada nesta semana pelo Procon Aracaju mostrou variações expressivas de preço para produtos básicos do dia a dia na capital sergipana.

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O levantamento foi realizado entre os dias 30 de junho e 1º de julho. A iniciativa é da Prefeitura de Aracaju, por meio do Programa de Defesa do Consumidor (Procon Aracaju), vinculado à Secretaria Municipal da Segurança e Cidadania, e consultou os preços de 57 itens em oito estabelecimentos localizados em diferentes bairros da capital.

Os números chamam atenção. Entre os alimentos, o arroz parboilizado apresentou valores entre R$ 3,19 e R$ 4,30, enquanto o feijão carioca variou de R$ 6,59 a R$ 9,63. Já o quilo da mortadela fatiada registrou variação ainda mais expressiva: o menor preço encontrado foi de R$ 11,45 e o maior de R$ 34,79.

Nos produtos de higiene pessoal, a diferença também é grande. Segundo informações divulgadas pelo Procon Aracaju, o papel higiênico de 30 metros com quatro unidades oscilou entre R$ 2,39 e R$ 9,59 — uma variação de quatro vezes entre o mais barato e o mais caro.

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Na lista é possível encontrar itens essenciais, desde alimentos até produtos de limpeza. Os preços podem variar conforme o local e a marca. Por isso, a orientação do órgão é que o consumidor consulte a tabela antes de ir às compras.

Para a coordenadora de Estudos, Pesquisa e Educação do Procon Aracaju, Mariana Alves, o objetivo vai além de divulgar números. Segundo informações da Prefeitura de Aracaju, ela destacou que "nosso principal objetivo é oferecer informações que facilitem o dia a dia dos consumidores. A pesquisa funciona como uma ponte entre o comércio e a população, permitindo que as pessoas consigam comparar os preços e encontrar a melhor opção de compra sem precisar sair de casa."

O serviço tem alcançado moradores que ainda não conheciam a iniciativa. Segundo a fonte original, a professora de educação infantil Renata Costa afirmou não saber da existência do levantamento e reconheceu sua importância: "É muito importante para que o consumidor decida onde comprar. Quem ganha é a população."

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O contexto regional ajuda a entender por que esse tipo de monitoramento é relevante. No acumulado de 2026, todas as capitais brasileiras registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju — a maior variação do país no período, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab.

A pesquisa completa, com todos os itens, marcas e estabelecimentos, está disponível no site oficial do Procon Aracaju (procon.aracaju.se.gov.br). Em caso de dúvidas, o consumidor pode entrar em contato com o Procon Aracaju por meio do SAC 151 ou pelo telefone (79) 3179-6040. O órgão fica na avenida Barão de Maruim, 867, bairro São José.

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