Quem faz compras de supermercado em Aracaju pode estar pagando muito mais caro do que o necessário — dependendo apenas do estabelecimento que escolher. Uma pesquisa comparativa divulgada nesta semana pelo Procon Aracaju mostrou variações expressivas de preço para produtos básicos do dia a dia na capital sergipana.
O levantamento foi realizado entre os dias 30 de junho e 1º de julho. A iniciativa é da Prefeitura de Aracaju, por meio do Programa de Defesa do Consumidor (Procon Aracaju), vinculado à Secretaria Municipal da Segurança e Cidadania, e consultou os preços de 57 itens em oito estabelecimentos localizados em diferentes bairros da capital.
Os números chamam atenção. Entre os alimentos, o arroz parboilizado apresentou valores entre R$ 3,19 e R$ 4,30, enquanto o feijão carioca variou de R$ 6,59 a R$ 9,63. Já o quilo da mortadela fatiada registrou variação ainda mais expressiva: o menor preço encontrado foi de R$ 11,45 e o maior de R$ 34,79.
Nos produtos de higiene pessoal, a diferença também é grande. Segundo informações divulgadas pelo Procon Aracaju, o papel higiênico de 30 metros com quatro unidades oscilou entre R$ 2,39 e R$ 9,59 — uma variação de quatro vezes entre o mais barato e o mais caro.
Na lista é possível encontrar itens essenciais, desde alimentos até produtos de limpeza. Os preços podem variar conforme o local e a marca. Por isso, a orientação do órgão é que o consumidor consulte a tabela antes de ir às compras.
Para a coordenadora de Estudos, Pesquisa e Educação do Procon Aracaju, Mariana Alves, o objetivo vai além de divulgar números. Segundo informações da Prefeitura de Aracaju, ela destacou que "nosso principal objetivo é oferecer informações que facilitem o dia a dia dos consumidores. A pesquisa funciona como uma ponte entre o comércio e a população, permitindo que as pessoas consigam comparar os preços e encontrar a melhor opção de compra sem precisar sair de casa."
O serviço tem alcançado moradores que ainda não conheciam a iniciativa. Segundo a fonte original, a professora de educação infantil Renata Costa afirmou não saber da existência do levantamento e reconheceu sua importância: "É muito importante para que o consumidor decida onde comprar. Quem ganha é a população."
O contexto regional ajuda a entender por que esse tipo de monitoramento é relevante. No acumulado de 2026, todas as capitais brasileiras registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju — a maior variação do país no período, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab.
A pesquisa completa, com todos os itens, marcas e estabelecimentos, está disponível no site oficial do Procon Aracaju (procon.aracaju.se.gov.br). Em caso de dúvidas, o consumidor pode entrar em contato com o Procon Aracaju por meio do SAC 151 ou pelo telefone (79) 3179-6040. O órgão fica na avenida Barão de Maruim, 867, bairro São José.







