O tomate foi o grande responsável pelo barateamento dos alimentos em Salvador em julho. Com recuo de 41,36%, o produto arrastou para baixo o valor total da cesta básica da capital baiana, que chegou a R$ 612,18 — R$ 39,60 a menos do que em junho, equivalente a uma queda de 6,08%, conforme apuração da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O levantamento considerou cotações colhidas em dezenas de pontos comerciais de Salvador, incluindo supermercados, açougues, padarias e feiras livres. Dos 25 produtos que integram a cesta local, 16 apresentaram recuo de preço no período.
Junto ao tomate, outras hortaliças e itens variados também enfraqueceram: a batata-inglesa cedeu 31,75%, a cenoura recuou 25,07% e o queijo prato ficou 12,19% mais acessível. Ovos, maçã, flocão de milho, queijo muçarela e óleo de soja igualmente se tornaram mais baratos. Banana-prata, café moído, manteiga, macarrão, frango, carne de sertão e arroz completaram o grupo de baixa. O feijão permaneceu estável.
A tendência, porém, não foi geral. Oito produtos registraram alta. A cebola puxou as elevações com acréscimo de 11,43%, seguida pelo pão francês, que subiu 5,39%. A linguiça calabresa avançou 4,15% e o leite ficou 1,81% mais caro. Açúcar cristal, carne de segunda, farinha de mandioca e carne de primeira também encareceram.
Dividindo a cesta por tipo de refeição, o almoço saiu em conta: o subgrupo formado por feijão, arroz, carnes, farinha, tomate e cebola cedeu 7,47%, representando 37,67% do valor total. O café da manhã seguiu caminho oposto: o conjunto de café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho subiu 0,87%, fatia equivalente a 34,16% do custo da cesta.
Mesmo com o alívio de julho, a cesta básica soteropolitana ainda compromete parcela relevante do orçamento do trabalhador, conforme indicam os dados da SEI.







