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Emprego

Greve na Caixa pode acabar hoje após votação de nova proposta

Bancários avaliam em assembleia virtual oferta que muda plano de saúde e trabalho remoto

Redação ChicoSabeTudo
21 de setembro, 2026 · 12:52 2 min de leitura

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que começou em 10 de setembro, pode chegar ao fim nesta segunda-feira (21). Os trabalhadores participam de uma assembleia virtual para votar uma nova proposta apresentada pelo banco. A votação se encerra às 18h.

A oferta foi apresentada pela Caixa na madrugada da última quinta-feira (17) e traz mudanças no Saúde Caixa, no trabalho remoto e no piso salarial da área de tecnologia da informação (TI).

O plano de saúde se tornou o maior obstáculo nas negociações. Pela proposta, as mensalidades ficam sem reajuste em 2026, e a Caixa vai assumir o déficit do Saúde Caixa neste ano. A partir de 2027, o titular passaria a pagar 3,7% da remuneração-base. Os dependentes teriam valores fixos: R$ 560 para dependentes diretos, R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos, e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e para pais e mães remanescentes.

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O teto de contribuição do grupo familiar, que hoje é de 8%, passaria para 9%. A proposta mantém o modelo solidário do plano, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e preserva o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil aos funcionários.

Na quinta-feira, dia em que a proposta foi apresentada, 285 das 299 agências da Caixa permaneceram fechadas por causa da paralisação. Até a assembleia desta segunda, dirigentes do Sindicato dos Bancários se mobilizaram para esclarecer dúvidas sobre as mudanças e alertar os trabalhadores sobre informações falsas que circulavam em redes sociais.

A greve começou depois que mais de 90% das bases sindicais rejeitaram uma proposta anterior do banco. Chico Pugliesi, diretor executivo do Sindicato e bancário da Caixa, afirmou que a mobilização foi decisiva para a nova rodada de negociação: "Nós estamos no oitavo dia de greve, uma greve muito forte, que conseguiu arrancar uma nova proposta na mesa de negociação."

A maioria da categoria bancária já havia assinado um acordo coletivo separado com a Federação Nacional dos Bancos, que prevê aumento real de 0,6%. Os empregados da Caixa, porém, seguiram em greve por reivindicações específicas ligadas ao plano de saúde e às condições de trabalho.

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