A consultora Maria Isabel Regueira, de 60 anos, foi presa no sábado (19), no aeroporto de Salvador, ao chegar da Espanha. Investigada por fraude no IPTU da capital baiana, ela é suspeita de integrar o grupo que articulava as irregularidades. (F1.a; F1.b)
Com a prisão, cinco investigados estão detidos na Operação Valor Venal. As outras quatro prisões ocorreram na quinta-feira (17), em Salvador. (F1.h; F1.d)
Segundo a investigação, Maria Isabel negociava com proprietários de imóveis interessados em reduzir o IPTU e participava da formalização dos contratos. Ela é apontada como uma das responsáveis pela articulação do esquema. (F1.b; F1.c)
A operação apura alterações indevidas no cadastro da Secretaria Municipal da Fazenda. Os dados dos imóveis eram modificados no sistema, incluindo informações usadas no cálculo do valor venal. Em alguns casos, a redução chegou a 90%. (F1.e; F1.n; F1.o)
As mudanças ocorreram entre dezembro de 2024 e janeiro de 2026 e alcançaram cerca de 700 imóveis. A maioria é de médio e grande porte, em bairros nobres de Salvador. Empreendimentos comerciais também aparecem na apuração. (F1.p; F1.r)
De acordo com a investigação, as fraudes provocaram prejuízo de R$ 20 milhões ao município. Também foi identificada diferença acima de R$ 1,2 bilhão entre os valores reais das propriedades e os registros feitos no sistema municipal. (F1.f; F1.q)
Lavínia Maria Valle Oliveira é investigada por atuar no comando, na coordenação e na intermediação do esquema. Jeã Nascimento Moreira teria procurado donos de imóveis de alto padrão. Cláudio Luiz de Oliveira Pinto Passos é apontado como intermediador entre clientes e o núcleo de liderança. (F1.i; F1.j; F1.k)
Mariuza de Carvalho Souza é apontada como responsável pela execução das alterações cadastrais. Ela está relacionada a 627 intervenções indevidas no cadastro imobiliário. Quatro servidores da Sefaz foram afastados por decisão judicial, e a atuação deles é apurada pela Polícia Civil. (F1.l; F1.m; F1.s; F1.t)
A Sefaz informou que o caso começou após denúncia apresentada à Polícia Civil em fevereiro de 2026. O órgão abriu sindicância, reverteu os processos identificados e recalculou as cobranças com os valores devidos. (F1.u; F1.v; F1.w)
A Operação Valor Venal é conduzida pelo NECCOT, ligado ao DRACO-LD. (F1.x)
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