A Prefeitura de Salvador deu início nesta segunda-feira (8) a uma nova fase de combate ao mosquito Aedes aegypti na capital baiana. A medida é realizada por meio da aplicação espacial de inseticida com equipamentos de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecidos popularmente como carros de fumacê, em áreas com maior incidência de arboviroses.
Coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a ação faz parte das estratégias de vigilância e controle vetorial para reduzir a circulação do mosquito e prevenir novos casos das doenças.
Nesta primeira fase, que acontece até 12 de junho, o fumacê será aplicado em bairros localizados em diferentes distritos sanitários de Salvador — entre eles Periperi, Praia Grande, Rio Sena, Fazenda Coutos, Coutos, Valéria, Paripe, Cajazeiras, Nazaré, Comércio, Bonfim, Calabar e Tororó.
As atividades serão realizadas nos horários de maior atividade do vetor, concentrando-se na madrugada, entre 4h e 8h, e no final da tarde, após as 17h. Além dos carros de fumacê, as ações serão reforçadas durante o dia, quando agentes de combate às endemias percorrerão as localidades para eliminar criadouros e realizar a aplicação direcionada do inseticida em áreas estratégicas.
Segundo a diretora de Vigilância à Saúde da SMS, Andrea Salvador, cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti encontrados na cidade estão dentro dos imóveis. Recipientes que acumulam água, como vasos de plantas, caixas d'água destampadas, baldes e garrafas, continuam sendo os principais criadouros do mosquito. Ela ressalta que o fumacê ajuda a reduzir a população de mosquitos adultos, mas destaca que a eliminação dos focos continua sendo a principal medida para interromper a transmissão.
Um ponto de atenção adicional é a predominância do sorotipo DENV-2, responsável por 99,6% das amostras analisadas em Salvador — tipo associado a maior risco de agravamento da dengue. Até o momento, Salvador registra 1.356 casos prováveis de dengue, frente aos 1.204 registrados no mesmo período de 2025, além de 135 casos prováveis de chikungunya, contra 75 ocorrências no ano anterior.
Apesar do aumento na capital, o cenário permanece inferior aos anos de maior circulação viral, com número de casos ainda muito abaixo do registrado em 2024 e 2023. No estado, a Bahia registrou uma redução de 41% no número de casos prováveis de dengue em 2026. Até a 18ª Semana Epidemiológica foram notificados 10.162 casos e quatro óbitos, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17.236 casos e cinco mortes.
Durante a passagem dos veículos, a orientação é de que os moradores evitem a exposição direta ao inseticida até a aplicação ser finalizada. Moradores também podem acionar o Fala Salvador 156 para denúncias de possíveis focos do mosquito.







