Um adolescente de 16 anos ficou com queimadura na mão após entrar em contato com uma caravela durante banho de mar na praia da Jatiúca, em Maceió (AL), na manhã deste sábado (6). A ocorrência foi registrada por volta das 10h40 na orla da Jatiúca.
A vítima apresentou lesão no dorso da mão esquerda e foi socorrida por guarda-vidas do Corpo de Bombeiros que atuavam na região. O adolescente permaneceu em observação para avaliação do quadro clínico e, segundo as informações da ocorrência, não houve complicações durante o atendimento.
Com a situação controlada e sem intercorrências, o jovem foi liberado no próprio local, sem necessidade de encaminhamento para uma unidade de saúde.
O caso não é isolado. Quatro jovens já haviam sido vítimas de ataques de caravelas em dois pontos do litoral de Maceió e de Marechal Deodoro, sendo três deles na própria praia da Jatiúca, incluindo uma menina de 13 anos e dois adolescentes de 13 e 17 anos. No Brasil, as caravelas já foram encontradas do Amapá ao Rio Grande do Sul, mas ocorrem principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
A caravela-portuguesa (Physalia physalis) não é uma água-viva, embora pertença ao mesmo grupo dos cnidários. Trata-se de um organismo colonial, mais agressivo e tóxico, com tentáculos cheios de células urticantes que liberam um veneno de ação neurotóxica, capaz de atingir o sistema nervoso e a musculatura. Ela tem formato semelhante a uma bexiga azul-arroxeada, que flutua na superfície.
As caravelas geralmente chegam à faixa de areia empurradas pelos ventos fortes — "dias com vento intenso costumam trazer mais caravelas para a orla", segundo orientações do Corpo de Bombeiros. Os guarda-vidas alertam: não toque nas caravelas, nem mesmo quando estiverem fora da água. Os tentáculos continuam ativos mesmo encalhados na areia.
Saber o que fazer logo após o contato faz diferença. A orientação é sair imediatamente da água e procurar um posto de guarda-vidas, onde há vinagre disponível. O vinagre neutraliza a toxina e deve ser aplicado diretamente no local, depois lavado com água do mar. Nunca use água doce, gelo, álcool ou urina. O banhista deve procurar atendimento médico se houver febre, dificuldade para respirar, dor intensa que não diminui com o tempo, ou sinais de reação alérgica grave.







