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Política

Foragida do 8 de Janeiro é alvo de mandado de prisão em Petrolina

Moraes revogou acordo da técnica agrícola após PF achar foto do AI-5 e ameaças a ele no celular

Redação ChicoSabeTudo
25 de julho, 2026 · 10:36 2 min de leitura
Foragida do 8 de Janeiro é alvo de mandado de prisão em Petrolina

A técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, de 52 anos, moradora de Petrolina (PE), teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi assinada nesta quarta-feira (22) depois que ela deixou de cumprir medidas cautelares determinadas pela Corte e não foi localizada pelas autoridades. Taís é investigada por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

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Segundo a decisão, a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco tentou diversas vezes instalar uma tornozeleira eletrônica na investigada, mas não conseguiu encontrá-la. Ela também deixou de comparecer ao juízo responsável por fiscalizar as cautelares. Para Moraes, essas circunstâncias mostram risco de fuga e justificam a prisão.

Taís havia fechado, em março de 2024, um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República. No documento, confessou ter participado do acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar. Um ano depois, porém, o ministro revogou o benefício após a Polícia Federal extrair novos dados do celular dela, apreendido em janeiro de 2023 durante a Operação Lesa Pátria.

De acordo com a PF, a geolocalização do aparelho mostra que Taís estava em Jacobina (BA) em 7 de janeiro de 2023 e em Brasília no dia seguinte — data que coincide com os ataques às sedes dos Três Poderes. Vídeos também registram sua presença na Esplanada dos Ministérios ao lado de outros manifestantes.

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A perícia no celular ainda encontrou mensagens em que a investigada sugeria apoio de atiradores para retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do poder, além de comentários contra o ministro Alexandre de Moraes. A foto de perfil do WhatsApp dela também trazia uma imagem em defesa do AI-5, ato que ampliou os poderes repressivos durante a ditadura militar no Brasil.

A defesa de Taís Simone ainda não foi localizada para se manifestar sobre a decisão do STF. O espaço segue aberto para posicionamento.

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