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Saúde

Picadas de escorpião dominam quase 90% dos casos de animais peçonhentos em Aracaju em 2026

Capital sergipana soma mais de 400 notificações em sete meses; SMS emite alerta e orienta população sobre como agir — e o que não fazer — diante do risco crescente no Nordeste.

Redação ChicoSabeTudo
14 de julho, 2026 · 08:28 2 min de leitura
Escorpião em superfície urbana, representando risco de acidente com animais peçonhentos no Nordeste
Escorpião em superfície urbana, representando risco de acidente com animais peçonhentos no Nordeste

A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) divulgou nesta semana um alerta sobre o crescimento de acidentes com animais peçonhentos na capital sergipana. Segundo dados da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), já foram registradas 423 notificações entre janeiro e julho de 2026 — e o escorpião está por trás da grande maioria dos casos.

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Das 423 ocorrências, 371 envolvem picadas de escorpião, o que representa quase 88% do total. O número entra em uma série histórica preocupante: segundo informações divulgadas pela SMS, a capital registrou 953 notificações em 2025 e 1.193 em 2024. No acumulado entre 2024 e julho deste ano, já são 2.302 casos só de picadas de escorpião na cidade.

O cenário de Aracaju reflete uma tendência nacional. Um estudo publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases analisou dados de todos os municípios brasileiros entre 2012 e 2024 e identificou mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes no período — com a taxa de incidência saltando de 31 para 142 casos por 100 mil habitantes, um aumento de 349%.

No Nordeste, entre 2022 e 2026, foram registrados 336.274 casos, com maior concentração nos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará. A região convive historicamente com o Tityus stigmurus, o escorpião-do-nordeste, principal responsável pelos acidentes na área. A Bahia desponta como principal área de risco no país, com forte tendência de crescimento especialmente na porção norte do estado entre 2018 e 2024 — região que inclui municípios próximos ao Vale do São Francisco.

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A SMS de Aracaju orienta que a principal medida de prevenção é eliminar os abrigos e fontes de alimento dos escorpiões. Manter quintais limpos, descartar o lixo corretamente e evitar o acúmulo de entulhos, madeiras e materiais de construção reduz significativamente o risco. Vedar ralos, caixas de gordura e bocas de lobo também são recomendações do órgão. Segundo informações divulgadas pela SMS, o supervisor de endemias José Bonfim reforçou que "a estratégia mais eficiente permanece sendo a eliminação de abrigos e das condições que favorecem sua permanência".

Um ponto importante: segundo informações divulgadas pela SMS, o uso de inseticidas não é recomendado para controlar escorpiões, pois além de ter baixa eficácia, pode dispersar os animais e elevar o risco de acidentes. Crianças de até 10 anos e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis e precisam de atenção redobrada.

Em caso de acidente, a recomendação da SMS é buscar atendimento imediato em uma unidade de pronto atendimento. Em Aracaju, os hospitais de referência são o Hospital Fernando Franco (Conjunto Augusto Franco) e o Hospital Dr. Nestor Piva (bairro 18 do Forte). Segundo informações divulgadas pelo órgão, levar uma foto ou até o próprio animal pode ajudar na identificação da espécie e na aplicação do soro adequado.

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Para comunicar o aparecimento de escorpiões ou outros animais peçonhentos, a população pode acionar a Unidade de Vigilância de Zoonoses pela Ouvidoria da Saúde: 0800 729 3534 (opção 2) ou (79) 3711-5011.

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