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Política

Michelle e Damares recebem apoio de Janja contra ataques machistas

Declaração ocorre após Damares relatar no Senado ameaças recebidas, inclusive contra a própria filha.

Redação ChicoSabeTudo
14 de julho, 2026 · 08:40 2 min de leitura
Michelle e Damares recebem apoio de Janja contra ataques machistas

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, prestou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. Em entrevista aos jornais Folha de S.Paulo e UOL, ela afirmou que a violência contra a mulher não escolhe lado político e que nenhuma mulher agredida deve ficar sem apoio.

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"Total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida, a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela", declarou Janja, em entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL.

Segundo a primeira-dama, o machismo atinge mulheres de qualquer posição política. "A questão da violência contra a mulher, a misoginia, ela não tem lado. Ela não tem direita nem esquerda, conservadora ou progressista. É uma onda que vem de todos os lados e atinge todos nós igualmente", disse.

A fala acontece dias depois de Damares subir à tribuna do Senado para denunciar que vem sofrendo ataques, inclusive contra a filha. A senadora relatou que colocam em dúvida até a paternidade da jovem. "Duvidam, inclusive, que a filha seja do ex-presidente da República. Olha aonde chega a maldade", disse.

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Damares também afirmou ter sido chamada de "leviana" e "vagabunda" nos últimos ataques. "Tenho sido vítima das mais ameaças e vis ataques. Me deram até um amante, aos 62 anos de idade", desabafou a senadora.

Os episódios têm relação com a crise pública entre Michelle Bolsonaro e o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Após a ex-primeira-dama expor divergências com Flávio nas redes sociais, ela e Damares passaram a ser alvos de ataques dentro do próprio campo conservador.

Janja aproveitou a entrevista para defender avanço do projeto de lei que torna a misoginia crime no Brasil, hoje parado na Câmara dos Deputados. Ela citou que 43% das mulheres vítimas de violência no país são evangélicas, para reforçar que religião ou posição política não protegem contra agressões.

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