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Política

Pré-candidato ao Senado, Rui Costa cobra votação urgente da PEC que acaba com a escala 6x1

Em evento político em Salvador, o ex-ministro baiano criticou a demora do Congresso e pediu que a proposta seja votada o quanto antes pelos parlamentares.

Redação ChicoSabeTudo
14 de julho, 2026 · 00:08 2 min de leitura
Plenário do Senado Federal durante sessão de votação
Plenário do Senado Federal durante sessão de votação

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), usou um encontro político em Salvador para cobrar do Congresso Nacional agilidade na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que poria fim à escala de trabalho 6x1. O evento, realizado na segunda-feira (13), foi promovido pelo governador Jerônimo Rodrigues no Hotel Wyndham Hangar Aeroporto, na capital baiana, e reuniu aliados políticos, incluindo o senador Jaques Wagner e o vice-governador Geraldo Júnior.

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Diante de pré-candidatos a deputado estadual e federal que compõem a base do governo, Rui Costa não poupou palavras ao falar sobre a paralisia da proposta. "Lamentável que não tenha sido avaliada ainda", disse ele, segundo informações divulgadas pelo BNews. Em seguida, manifestou seu desejo: que o Congresso vote o tema "o mais rápido possível", em benefício das trabalhadoras e dos trabalhadores.

A PEC, identificada como PEC 221/2019, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio de 2026 e chegou ao Senado no dia 28 do mesmo mês. O texto prevê a redução da jornada semanal máxima de trabalho de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso a cada cinco trabalhados — o que, na prática, substitui o modelo 6x1 pelo 5x2 — e proíbe qualquer corte de salário durante a transição.

Apesar do apelo popular em torno da proposta, a tramitação no Senado segue emperrada. A PEC ainda aguarda o encaminhamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Até o momento, nenhuma data de votação foi definida. Para virar emenda constitucional, o texto precisa ser aprovado por três quintos dos senadores em plenário, em dois turnos seguidos — o equivalente a 49 votos.

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O cenário político adiciona mais um obstáculo. A relação entre Alcolumbre e o governo Lula está desgastada após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, interlocutores afirmam que o presidente do Senado pretende conversar com o presidente Lula antes de destravar a tramitação da proposta.

Com o recesso parlamentar se aproximando — deputados e senadores encerram os trabalhos nesta semana e só retornam em 1º de agosto —, a chance de aprovação antes do intervalo é praticamente nula. A PEC ficará parada até o reinício dos trabalhos legislativos no segundo semestre, o que adia mais uma vez uma decisão esperada por milhões de trabalhadores em todo o Brasil.

O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras eleitorais do governo federal para 2026, conforme sinalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em mensagem enviada ao Congresso no início do ano. A proposta conta com apoio de centrais sindicais e de amplos setores da sociedade civil, mas enfrenta resistência de representantes do setor econômico e da oposição no Parlamento.

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