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Saúde

Hospital na Bahia entrega corpo de idosa à família errada; sindicância é aberta para apurar falha

Dália Ventim Costa, de 79 anos, morreu no HGCA em Feira de Santana e teve o corpo levado por engano para outro estado. Família só conseguiu realizar o sepultamento horas depois do meio-dia desta segunda.

Redação ChicoSabeTudo
13 de julho, 2026 · 20:49 3 min de leitura
Fachada do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) em Feira de Santana, Bahia
Fachada do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) em Feira de Santana, Bahia

Uma família de Feira de Santana enfrentou uma situação de angústia e indignação na manhã desta segunda-feira, 13, ao descobrir que o hospital havia entregue o corpo de sua parente para pessoas erradas. Familiares de Dália Ventim Costa, de 79 anos, denunciaram que o corpo foi trocado dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e entregue a uma família de outro estado.

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Dália era moradora da Rua Landulfo Alves, no bairro Sobradinho, e faleceu por volta das 23h30 de domingo, após cerca de 45 dias internada no HGCA devido a complicações de um infarto, que evoluíram para uma infecção generalizada.

A família relatou que recebeu uma mensagem do hospital pedindo para levar a documentação da idosa. Ao chegarem, foram informados do falecimento, mas disseram que o corpo não poderia ser liberado naquele momento nem durante a madrugada — só às 5h da manhã. Quando o filho retornou ao hospital no horário combinado, não conseguiu ter acesso ao corpo. Só então a família foi informada de que a própria orientação de aguardar até as 5h havia sido um erro — que o corpo poderia ter sido liberado durante a madrugada.

De acordo com informações preliminares obtidas pela família, a confusão teria ocorrido no momento do reconhecimento: uma parente de outra paciente que também havia falecido no hospital teria identificado o corpo de Dona Dália como se fosse o de sua própria mãe. A suspeita é de que o corpo tenha sido levado para outro estado. Segundo informações da fonte original, a outra família seria procedente de Aracaju, em Sergipe.

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A neta de Dália questionou o procedimento: "Foi um erro grave, porque por mais que tivesse sido reconhecido equivocadamente por outra família, ainda assim tinha que ter lá os dados do paciente. Como é que reconheço um corpo e levo sem checar dados, sem checar nada?"

O filho Silvio Charles Costa também falou sobre o impacto emocional do episódio. "Meu amigo, [estamos] abalados. A gente nunca pensou em passar por uma situação dessas. Já tem a dor da perda e agora, quando chega, outro choque. Está todo mundo transtornado. Abalado mesmo", lamentou.

O corpo de Dália chegou de volta a Feira de Santana após o meio-dia desta segunda-feira, 13. Horas mais tarde, ela foi sepultada no Cemitério São Jorge, na cidade.

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Em nota oficial, o hospital reconheceu a falha. O HGCA disse que "lamenta profundamente o ocorrido durante o processo de liberação de corpos" e reconhece "a gravidade da situação", informando que todas as providências necessárias estão sendo adotadas para minimizar o sofrimento dos familiares. Para apurar o erro e identificar falhas no processo de liberação, a unidade instaurou uma sindicância interna e garantiu que adotará as medidas administrativas cabíveis para evitar novos episódios.

A direção do HGCA afirmou ainda que mantém contato direto e oferece acolhimento às famílias afetadas, prestando o suporte necessário para acelerar os sepultamentos das duas pacientes envolvidas.

O Hospital Geral Clériston Andrade é considerado o maior hospital público do interior da Bahia, pactuado com 160 municípios e com cobertura para uma população estimada em 4 milhões de pessoas. A dimensão e o fluxo de pacientes do hospital tornam ainda mais grave qualquer falha nos procedimentos de identificação e liberação de corpos.

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