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Saúde

Resgate aéreo salva idosa de 83 anos após AVC em Vera Cruz: helicóptero do GOA foi acionado para a transferência

SAMU e Grupamento de Operações Aéreas mobilizaram equipes para garantir transporte rápido da paciente até o Hospital Metropolitano, na Bahia.

Redação ChicoSabeTudo
13 de julho, 2026 · 20:07 2 min de leitura
Helicóptero do GOA em operação de resgate aeromédico na Bahia
Helicóptero do GOA em operação de resgate aeromédico na Bahia

Uma idosa de 83 anos precisou ser transportada de helicóptero na manhã desta segunda-feira (13) após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em Vera Cruz, município baiano localizado na Ilha de Itaparica. A operação de emergência envolveu o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do estado da Bahia.

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Segundo informações divulgadas pelo portal Voz da Bahia, a paciente recebeu os primeiros cuidados no Pronto Atendimento do Cone Sul, em Vera Cruz, antes de ser encaminhada para o transporte aéreo. A aeronave do GOA pousou no campo de Aratuba, ponto escolhido para o embarque da idosa.

Após o embarque, a paciente foi levada ao Hospital Metropolitano, referência em atendimentos de alta complexidade na Bahia, onde seguirá com tratamento especializado. A escolha pelo transporte aéreo foi determinada pela urgência do quadro: no AVC, o menor intervalo de tempo entre o início dos sintomas e o tratamento é essencial para preservar tecidos cerebrais e alcançar bons resultados clínicos.

A gravidade do AVC no Brasil impressiona pelos números. Estima-se que ocorra praticamente um caso de AVC a cada 1,5 a 2 minutos no Brasil, com cerca de 232 mil a 344 mil novos casos por ano. No ano de 2024, o número total de óbitos pela doença foi de 85.959 casos, enquanto o infarto registrou 78.446 mortes.

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No atendimento a casos como esse, a velocidade do transporte pode ser decisiva. O quadro de AVC exige agilidade no transporte para garantir o atendimento especializado dentro da chamada "janela de socorro". O diagnóstico preciso depende de exames como a tomografia computadorizada, disponíveis apenas em unidades hospitalares de média e alta complexidade — e a falta de acesso rápido a esses recursos pode atrasar o início do tratamento, comprometendo o prognóstico do paciente.

O suporte aéreo do SAMU tem se mostrado fundamental em transferências emergenciais para pacientes em situação crítica, especialmente em localidades com acesso limitado por via terrestre, como é o caso de municípios insulares ou distantes de centros de referência. Em operações desse tipo, o apoio de helicóptero é considerado fundamental nas transferências de longas distâncias.

As consequências de um AVC podem ir muito além da fase aguda. Entre os sobreviventes, cerca de metade passa a depender de cuidadores para atividades básicas, enquanto aproximadamente 70% não conseguem retornar ao trabalho — impacto que atinge diretamente famílias e amplia a pressão sobre os sistemas de saúde e assistência social.

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O estado de saúde atual da idosa não foi divulgado pelas autoridades. A mobilização rápida das equipes do SAMU e do GOA foi apontada, segundo a fonte, como fator decisivo para que o transporte ocorresse dentro do tempo ideal para esse tipo de emergência neurológica.

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