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Saúde

Insulina glargina chega ao SUS: quem tem diabetes e pode trocar a NPH pelo novo medicamento

Ministério da Saúde avança na distribuição nacional da insulina de ação prolongada para crianças, adolescentes e idosos com diabetes tipo 1 e tipo 2.

Redação ChicoSabeTudo
14 de julho, 2026 · 18:07 2 min de leitura
Tubetes de insulina glargina distribuídos pelo SUS para pacientes com diabetes
Tubetes de insulina glargina distribuídos pelo SUS para pacientes com diabetes

O Ministério da Saúde deu início à distribuição nacional da insulina glargina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo gradualmente a insulina NPH para grupos específicos de pacientes com diabetes. A mudança representa um avanço concreto no tratamento da doença dentro da rede pública de saúde — e quem mora em cidades como Paulo Afonso precisa saber se tem direito.

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Nesta primeira etapa, o SUS atenderá crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A nota técnica do Ministério também prevê que jovens que completem 18 anos durante a implementação da estratégia poderão manter o esquema terapêutico previamente estabelecido.

Até a última segunda-feira (13), o Ministério da Saúde já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. Todas as unidades da Federação devem receber o medicamento até o fim de julho.

A principal diferença entre a insulina NPH e a glargina está no perfil de ação. Enquanto a NPH apresenta picos ao longo do dia e costuma exigir duas aplicações diárias, a glargina atua de forma contínua por até 24 horas, com apenas uma aplicação. O tratamento com esse fármaco contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão e a continuidade do tratamento.

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O paciente só receberá o medicamento após avaliação clínica e prescrição médica. Para ter acesso, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela nova opção terapêutica.

Junto com a insulina glargina, será disponibilizada uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do produto. Os usuários serão atendidos por uma equipe multiprofissional, responsável por avaliar o quadro clínico e verificar a possibilidade de transição do tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a transição é motivada também por um cenário de restrição global na produção de insulinas humanas, incluindo a NPH. A iniciativa é decorrente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza a produção nacional do medicamento e estoques mais seguros para o SUS.

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A previsão é chegar ao final de 2026 com capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes para o abastecimento do SUS. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais. Agora a oferta é expandida para todo o território nacional, com prazo até o fim de julho para que todos os estados sejam abastecidos.

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