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Saúde

Delmiro Gouveia reforça guerra contra a dengue com pulverizadores costais nos bairros, mas coordenador avisa: sem a população, não adianta

Agentes de endemias percorrem pontos estratégicos do município com máquinas UBV motorizadas; Anderson Silva diz que tecnologia não substitui o cuidado em casa.

Redação ChicoSabeTudo
15 de julho, 2026 · 06:21 2 min de leitura
Agente de endemias com bomba costal motorizada em ação de combate ao Aedes aegypti em bairro urbano
Agente de endemias com bomba costal motorizada em ação de combate ao Aedes aegypti em bairro urbano

A Prefeitura de Delmiro Gouveia, no sertão de Alagoas, deu um novo passo no combate ao mosquito Aedes aegypti. O Setor de Endemias passou a utilizar bombas costais motorizadas em ações de bloqueio de transmissão que percorrem bairros do município, visando conter a propagação da dengue, zika e chikungunya.

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O equipamento funciona como um pulverizador portátil e direcionado, capaz de aplicar inseticida de forma rápida em áreas mapeadas pela vigilância em saúde como pontos de maior risco ou registro de focos do mosquito. A técnica é conhecida como nebulização UBV — Ultra Baixo Volume — e vem sendo adotada por municípios de todo o Nordeste como reforço às ações rotineiras dos agentes de campo.

O coordenador do Setor de Endemias, Anderson Silva, classificou o uso da bomba costal motorizada como "um reforço técnico fundamental" para conter a proliferação do vetor nas regiões identificadas pela vigilância. Mas fez questão de deixar claro que a ferramenta tem limite.

"Essa é mais uma ferramenta importante que somamos ao combate ao mosquito no nosso município. Porém, para que o bloqueio seja realmente eficaz, precisamos do apoio indispensável da população. A principal medida continua sendo evitar o acúmulo de água parada em quintais e residências", alertou Silva, segundo informações divulgadas pelo portal Sertão 142.

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O recado do coordenador bate com o que dizem especialistas e autoridades sanitárias em todo o país. O Ministério da Saúde estima que cerca de 75% dos focos do Aedes aegypti estão dentro das próprias residências — em pneus velhos, pratos de vasos, caixas d'água sem tampa, calhas entupidas e outros recipientes que acumulam água sem que os moradores percebam.

As equipes de endemias de Delmiro Gouveia também orientam a comunidade sobre a importância de manter caixas d'água vedadas, calhas limpas e pratos de plantas sem acúmulo de líquidos, segundo informações da assessoria do município. O trabalho segue um cronograma permanente de ações preventivas.

Não é a primeira vez que Delmiro Gouveia aposta em tecnologia para ampliar o alcance do combate ao mosquito. Em 2025, o município já havia adotado o uso de drones para identificar focos de água parada em áreas de difícil acesso, como terrenos baldios e casas abandonadas — estratégia que permitia uma visão aérea que os agentes não conseguiriam do solo.

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O contexto sanitário reforça a urgência das ações. Alagoas encerrou 2025 com quase 8 mil casos prováveis de dengue registrados, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde — número que, apesar de representar queda em relação ao pico de 2024, mantém o estado em alerta.

A orientação das autoridades de saúde é que a população reserve alguns minutos por semana para vistoriar a própria casa em busca de possíveis criadouros. Qualquer recipiente que acumule água — mesmo em pequena quantidade — pode se tornar um ponto de reprodução do mosquito.

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