A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) foi marcada por tensão e troca de acusações entre os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Gilmar Mendes. O plenário analisava a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes, com base em informações reunidas pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master.
Durante os debates, Moraes questionou a atuação de Mendonça e classificou o relatório produzido pelo colega como uma iniciativa de caráter político. Mendonça, por sua vez, rebateu as críticas e afirmou que não houve irregularidade na autorização para a elaboração do documento.
O clima se intensificou quando Gilmar Mendes acusou Mendonça de tentar interferir no processo eleitoral ao divulgar diálogos entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, dias antes de manifestações políticas realizadas em 7 de setembro.
Gilmar afirmou que o caso apresentava “viés político-eleitoral” e chamou Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral”. Em resposta, o ministro classificou as declarações como “levianas”.
A discussão ocorreu em meio à análise de um relatório da Polícia Federal que cita contatos entre Moraes e Vorcaro. O documento também menciona possíveis relações do empresário com autoridades e integrantes do Judiciário.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, tentou conduzir os trabalhos e afirmou, na abertura da sessão, que a Corte deveria analisar fatos e questões jurídicas, e não transformar o julgamento em uma avaliação pessoal dos envolvidos.
A sessão foi suspensa e deverá ser retomada posteriormente. O julgamento trata apenas da possibilidade de abertura de investigação e não representa, neste momento, uma conclusão sobre eventual responsabilidade de Alexandre de Moraes.
A troca de acusações expôs a divisão entre os ministros e ampliou a repercussão política em torno do caso Banco Master e da atuação do Supremo Tribunal Federal.







