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PI 63867
Política

Wagner recusa acesso a aparelhos em investigação em Salvador

Relatório da PF aponta apreensão de dinheiro e relógios na casa do senador durante operação sobre o Banco Master

Redação ChicoSabeTudo
13 de setembro, 2026 · 08:21 2 min de leitura

O senador Jaques Wagner (PT-BA) recusou informar à Polícia Federal as senhas de dois celulares recolhidos em sua casa, em Salvador. A informação aparece em relatório da corporação divulgado após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo do documento.

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Os aparelhos foram apreendidos em 18 de junho, durante uma busca da nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas relacionadas ao Banco Master e a possível relação de Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Na residência, os agentes encontraram R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie, além de relógios de alto valor. Parte do dinheiro estava em uma mala atribuída ao senador. O restante foi localizado em um cofre no closet de sua mulher.

Wagner afirmou que guardava o dinheiro para viagens e que comprou os relógios ao longo dos anos. Segundo a PF, ele não apresentou notas fiscais dos bens apreendidos.

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“Chamou ainda a atenção a grande quantidade de relógios de alto valor na residência do investigado. Questionado sobre as suas aquisições, informou que adquiriu ao longo dos anos, contudo, não apresentou nota fiscal de qualquer bem”, registrou a corporação.

A PF também investiga suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens de empresários ligados ao Banco Master. Entre os pontos apurados estão viagens em aeronaves particulares, ingressos para shows e a negociação de um apartamento em Salvador, com valor informado entre R$ 2,4 milhões e R$ 2,45 milhões, conforme as fontes consultadas.

O relatório registra ao menos 74 ligações entre Wagner e Augusto Ferreira Lima entre novembro de 2023 e maio de 2025. As conversas somaram mais de cinco horas e meia.

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Wagner admitiu em junho que tratou com Augusto Lima da compra do imóvel para sua filha. O senador disse que pediu ao investidor que adquirisse o apartamento, ainda em construção, para depois recomprá-lo.

“Eu tinha interesse em dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses. Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’ Porque o apartamento está em construção. E eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”, afirmou Wagner à PF.

As fontes consultadas não informam manifestação da defesa do senador sobre o caso.

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