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Política

STF bloqueia bens de Wagner e outros alvos no caso Banco Master

Ministro André Mendonça mira compra de apartamento no Horto Florestal, em Salvador; ordem atinge grupo de 16 alvos

Redação ChicoSabeTudo
12 de setembro, 2026 · 18:50 2 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores relacionados ao senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT). A decisão integra as investigações sobre o Banco Master, na chamada Operação Compliance Zero.

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Segundo o Bahia Notícias, que teve acesso à Petição 16.230 após o STF retirar o sigilo do processo, a ordem de bloqueio soma R$ 5.955.250,00. Esse valor não é exclusivo de Wagner: trata-se de um limite global que abrange 16 alvos, dentro de uma ordem que atinge 26 investigados, entre familiares e operadores financeiros.

Um dos pontos analisados pela Polícia Federal (PF) é a compra de uma unidade no empreendimento Poème Horto, no Horto Florestal, em Salvador. O imóvel foi avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões. De acordo com o Bahia Notícias, os recursos usados na aquisição teriam passado pelo Hockenheim Fundo de Investimento, administrado pela REAG Administradora de Recursos, antes de chegar à empresa Epítome S.A.

A CNN Brasil revelou trechos de mensagens que, segundo a PF, mostram uso de linguagem cifrada nas tratativas do imóvel. Em uma delas, Daniel Lopes Monteiro — apontado como operador jurídico-financeiro ligado ao Banco Master — escreveu a Guilherme Henrique Sodré Martins: "A altura do vão é 2,45m". A PF entende que a frase se refere ao valor do apartamento no Poème Horto, empreendimento construído pela Moura Dubeux.

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Ainda de acordo com a CNN Brasil, a PF relaciona esse episódio a uma troca de mensagens entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, na qual o senador teria passado o contato de um gerente da construtora em Salvador. A reportagem afirma que, segundo a investigação, as negociações continuaram mesmo após a prisão de Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, e que em fevereiro de 2026 intermediários trocaram mensagens com a minuta do contrato de compra.

O Bahia Notícias também aponta que a investigação apura repasses de R$ 3,5 milhões da PKL One Participações para a BN Financeira, empresa ligada à família do senador. Segundo a reportagem, o bloqueio específico desse valor foi determinado contra Bonnie Toaldo Bonilha e outros dois investigados, e não diretamente contra Wagner.

A PF também cita, conforme o Bahia Notícias, possíveis vantagens como uso de jatinhos particulares e ingressos para shows de grande porte. Jaques Wagner nega qualquer irregularidade, segundo a mesma reportagem.

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As medidas fazem parte da investigação e não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do senador.

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