Última hora
Publicidade
PI 63867
Política

Candidato baleado por PM na Bahia mantém agenda mais restrita

Aroldo Félix, da UP, tem infecção e dores após ser atingido por bala de borracha em ato na Paralela

Redação ChicoSabeTudo
12 de setembro, 2026 · 12:40 2 min de leitura

Aroldo Félix, candidato ao governo da Bahia pela Unidade Popular (UP), continua com compromissos de campanha limitados. O motivo é uma infecção causada por um disparo de bala de borracha da Polícia Militar da Bahia, que atingiu o candidato no dia 1º de setembro, em Salvador.

Publicidade

O caso aconteceu durante a dispersão de um ato de trabalhadores de aplicativo na avenida Paralela, por volta das 17h30. Segundo o partido, Félix acompanhava a mobilização de forma pacífica quando foi atingido na região lombar, perto do rim esquerdo.

De acordo com nota divulgada pela UP, o projétil usado estava vencido havia onze anos, com validade expirada em março de 2015, mesmo estando sob posse regular da corporação. O partido anexou à nota fotos do projétil e da lesão do candidato.

A manifestação reivindicava uma taxa mínima de R$ 10 por corrida, o fim de bloqueios das plataformas contra trabalhadores e a edição de uma Medida Provisória pelo governo federal para regular o setor de aplicativos.

Publicidade

Desde o disparo, Félix enfrenta dores fortes na região lombar e uma infecção no local do ferimento, segundo o partido. Ele tem recebido atendimento contínuo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador e iniciou tratamento com antibióticos por recomendação médica, com duração prevista de pelo menos 15 dias.

As limitações físicas causadas pela infecção impedem o candidato de ficar muito tempo em pé ou de fazer viagens longas de carro pelo interior do estado, afirma a nota. Por isso, a campanha tem priorizado compromissos de baixo impacto físico, como entrevistas a veículos de comunicação.

A UP classificou a atuação da Polícia Militar durante a dispersão do ato como "desproporcional e violenta". O partido também afirmou que o uso de munição fora do prazo de validade aumenta o grau de letalidade do projétil e teria agravado o estado de saúde do candidato.

Publicidade

Em nota, a legenda repudiou o que chamou de violência policial contra trabalhadores em luta e seus apoiadores. A UP ainda disse que o episódio reforça o "caráter antidemocrático" de uma eleição em que um candidato ao comando da própria Polícia Militar foi agredido pela corporação.

Reportagem do Portal Salvador FM, publicada em 2 de setembro, informou que a Polícia Militar apura a ocorrência. Segundo a corporação, os manifestantes ocupavam a faixa de rolamento entre os bairros da Paz e Mussurunga, interrompendo o fluxo de veículos, no que a PM descreveu como uma manifestação de motoboys.

Publicidade

Leia também