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PI 6308
Política

Operação prende três suspeitos de fraudar títulos em Salvador

Polícia Civil aponta uso de empresas do ramo veterinário para dar aparência de regularidade a duplicatas falsas

Redação ChicoSabeTudo
15 de setembro, 2026 · 14:20 2 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia prendeu três pessoas em Salvador nesta terça-feira (15) durante a Operação Sem Lastro. A ação apura um grupo suspeito de criar e negociar títulos de crédito e recebíveis fraudulentos, incluindo duplicatas falsas.

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Um casal foi encontrado no bairro de Jardim Armação. A terceira prisão aconteceu em Jardim das Margaridas. Ao todo, os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais, recolhendo celulares, tablets, escrituras, cadernos e comprovantes bancários.

Segundo a investigação, os suspeitos usavam empresas do ramo veterinário, ligadas à venda e ao armazenamento de ração e insumos, para simular regularidade e viabilizar a emissão dos títulos no mercado financeiro.

O homem preso em Jardim Armação seria o responsável pela criação, falsificação e negociação dos papéis. Ele também é apontado como participante de operações de autopagamento, usando recursos de empresas do grupo para quitar títulos e simular capacidade financeira. De acordo com a apuração, ele teria chegado a apresentar uma nova carteira de títulos fraudulentos avaliada em R$ 17 milhões.

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A mulher presa no mesmo bairro atuaria nas áreas financeira e contábil, manipulando balanços para dar aparência de solidez às empresas ligadas ao esquema.

Já a terceira suspeita, presa em Jardim das Margaridas, é médica-veterinária e esposa do principal investigado. Ela seria responsável por questões patrimoniais e societárias do grupo.

As investigações apontam que, em 24 de março de 2026, todas as cotas de uma empresa avaliadas em R$ 1 milhão foram transferidas para o nome dessa suspeita. Segundo os investigadores, isso ocorreu durante o curso das apurações e estaria ligado a uma separação considerada simulada pela polícia. Publicações em redes sociais indicariam que o casal manteve convivência mesmo após o suposto rompimento.

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O delegado José Nélis, responsável pela operação, afirmou que "o esquema teria causado prejuízos a comerciantes e investidores, além de gerar protestos indevidos de nomes relacionados a títulos que, segundo a investigação, não correspondiam a dívidas reais".

Ele também disse que "a movimentação societária identificada teria sido utilizada como mecanismo de proteção patrimonial e dificultado a localização e eventual recuperação de bens".

Os três suspeitos permanecem à disposição da Justiça. A Operação Sem Lastro é conduzida pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), e as investigações seguem para esclarecer a participação de cada envolvido, acompanhar o fluxo dos recursos e identificar outros possíveis suspeitos.

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