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Política

Aliado de Trump zomba de Moraes com montagem antes de julgamento

Jason Miller postou imagem com IA do ministro usando tornozeleira véspera de sessão sobre caso Master

Redação ChicoSabeTudo
15 de setembro, 2026 · 12:45 2 min de leitura

O estrategista político americano Jason Miller, ex-assessor e porta-voz de Donald Trump, publicou nas redes sociais imagens produzidas com inteligência artificial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando tornozeleira eletrônica. A publicação foi feita na noite de segunda-feira (14), horas antes de sessão extraordinária no STF marcada para esta terça-feira (15).

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Na montagem, Miller também incluiu imagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que está preso. Junto à publicação, Miller escreveu "Tick, tock, Xandão!". Segundo o SBT News, o post veio acompanhado de link para reportagem do Financial Times sobre a crise do Banco Master e a disputa entre Moraes e o ministro André Mendonça.

A sessão desta terça-feira vai analisar se mensagens atribuídas a Vorcaro e a Moraes, que constam de relatório da Polícia Federal, podem ser usadas no processo. Os trabalhos começam às 10h, com transmissão pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube. A sessão será presidida pelo ministro Edson Fachin, que assumiu a condução do processo após decisões conflitantes na Corte nos últimos dias.

O acesso ao plenário será restrito a pessoas previamente confirmadas pelo Cerimonial do STF. Celulares precisarão ficar desligados e guardados em sacolas lacradas durante toda a sessão. A Esplanada dos Ministérios também ficará fechada na altura das bandeiras enquanto durar o julgamento.

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Antes do início da sessão, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se declarou impedido de participar do julgamento. Ele disse que faltam 19 dias para as eleições de 2026 e que não se sente confortável em atuar no caso.

Nunes Marques também rebateu informações sobre suposta relação entre seu filho, o advogado Kevin Marques, e o Banco Master. O caso envolve diálogos encontrados no celular de Vorcaro, em conversas com Luiz Rennó, então diretor jurídico do banco, que citam pagamentos mensais de R$ 500 mil a Kevin Marques via empresa Consult Inteligência Tributária.

"Em relação a mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridades no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master", disse o ministro. Ele completou: "Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro".

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A assessoria de Kevin Marques nega que ele tenha recebido dinheiro do Banco Master ou de Vorcaro. Segundo a assessoria, ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos tributários, sem relação com o STF.

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