O estrategista político americano Jason Miller, ex-assessor e porta-voz de Donald Trump, publicou nas redes sociais imagens produzidas com inteligência artificial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando tornozeleira eletrônica. A publicação foi feita na noite de segunda-feira (14), horas antes de sessão extraordinária no STF marcada para esta terça-feira (15).
Na montagem, Miller também incluiu imagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que está preso. Junto à publicação, Miller escreveu "Tick, tock, Xandão!". Segundo o SBT News, o post veio acompanhado de link para reportagem do Financial Times sobre a crise do Banco Master e a disputa entre Moraes e o ministro André Mendonça.
A sessão desta terça-feira vai analisar se mensagens atribuídas a Vorcaro e a Moraes, que constam de relatório da Polícia Federal, podem ser usadas no processo. Os trabalhos começam às 10h, com transmissão pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube. A sessão será presidida pelo ministro Edson Fachin, que assumiu a condução do processo após decisões conflitantes na Corte nos últimos dias.
O acesso ao plenário será restrito a pessoas previamente confirmadas pelo Cerimonial do STF. Celulares precisarão ficar desligados e guardados em sacolas lacradas durante toda a sessão. A Esplanada dos Ministérios também ficará fechada na altura das bandeiras enquanto durar o julgamento.
Antes do início da sessão, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se declarou impedido de participar do julgamento. Ele disse que faltam 19 dias para as eleições de 2026 e que não se sente confortável em atuar no caso.
Nunes Marques também rebateu informações sobre suposta relação entre seu filho, o advogado Kevin Marques, e o Banco Master. O caso envolve diálogos encontrados no celular de Vorcaro, em conversas com Luiz Rennó, então diretor jurídico do banco, que citam pagamentos mensais de R$ 500 mil a Kevin Marques via empresa Consult Inteligência Tributária.
"Em relação a mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridades no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master", disse o ministro. Ele completou: "Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro".
A assessoria de Kevin Marques nega que ele tenha recebido dinheiro do Banco Master ou de Vorcaro. Segundo a assessoria, ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos tributários, sem relação com o STF.







